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domingo, 27 de outubro de 2024

10 Vilões do Batman que Nunca Apareceram num Filme “Live Action”

 

    Todos sabemos que quando se trata de vilões, o Batman tem a mais vasta e importante galeria do gênero nos quadrinhos.

    E é obvio que é impossível por mais filmes que se faça com o persogem usar toda esta galeria. Mesmo que sejam usados em “filmes sidekick”, como no caso dos recentes filmes do Esquadrão Suicida.

    Contudo, há alguns destes personagens que este escriba ( e imagino muito pessoas mais) simplesmente não entendem como não foram utilizados até hoje.

    Sendo assim, lá vem eles...

    10 Vilões do Batman que Nunca Apareceram num Filme “Live Action”!

  

10 – Vagalume


Este quase conseguiu. Seria o vilão do filme da Batgirl que acabou não sendo lançado.

09 – Kiodai Ken

O ninja criado em Batman TAS, bem que poderia estar em algum filme, mesmo que fosse como matador contratado.



08 – Lady Shiva

As vezes vilã, as vezes nem tanto, a mãe de Cassandra Cain, a segunda Batigirl, é uma personagem com uma dualidade que bem poderia ser explorada num roteiro menos básico.


07 – Morcego Humano

Muitos reclamam de um “excesso” de realismo nos filmes do Batman. E talvez o Morcego Humano pudesse ser uma boa forma de um plot mais fantasioso, mas sem cair na armadilha do “pó de pirlimpimpim” que em nada tem a ver com o Cavaleiro das Trevas.


06 – Cara de Barro

E por falar em plot inverossímil, creio que muitos não entendem como o Cara de Barro, em alguma de suas versões, não foi usado até hoje.


05 – Silêncio

Silêncio (ou Hush no original) é um típico personagem que caberia facilmente numa trama detetivesca de um filme do Batman.



04 – Rupert Thorne

Este aqui até é fácil de explicar porque nunca ganhou vida em live action. O mafioso foi criado por Steve Englehart, que é um dos nomes que mais brigaram até hoje para que os criadores de personagens recebessem a remuneração justa por suas obras, fazendo a DC/Warner sempre preferir usar os mesmos mafiosos de sempre, como Carmine Falcone.


03 – Garra Vermelha

Mais uma personagem nascida em Batman TAS, a terrorista tem uma facilidade tão grande de aplicações em diversas premissas que de fato é incompreensível que não tenha sido usada até hoje.


02 – Hugo Strange

O Dr.Hugo Strange até já teve sua representação em live action no seriado “Gotham”. Mas fato é que num longa metragem com um roteiro menos “fiapento”, seria uma contraparte sensacional à inteligência do Morcego.

01 – Sociedade das Corujas


E esta lista se completa com esta menção coletiva. A Sociedade (ou Corte) das Corujas, em todos seus desdobramentos sócio-políticos-culturais, seria um antagonista formidável para o Cavaleiro das Trevas. Mas que lógico sói funcionaria num roteiro extremamente bem escrito.

 



 

domingo, 23 de junho de 2024

Os 10 Melhores Filmes da DC

 

Já faz algum tempo, que foi publicada aqui no blog uma lista com aqueles que seriam os 10 melhores filmes tirados dos quadrinhos da editora Marvel.

E lógico que um dia o mesmo ter de ser feito com sua coirmã, a DC Comics.

Portanto, aí vem eles, os...



Os 10 Melhores Filmes da DC!

 

10 – V de Vingança:


A despeito da opinião de Alan Moore sobre esta adaptação, a verdade é que ela consegue sim capturar, ao menos em sua maior parte a ideia do que autor quis passar. Lógico que como em qualquer adaptação do gênero, precisou sacrificar um pouco de sua profundidade em razão da fluidez que o cinema exige, mas isto não tira em nada seus méritos.



09 – Constantine:


Nenhum personagem na história dos quadrinhos, se beneficiou tanto de uma adaptação em live action como John Constantine. Surgindo pela primeira vez nas páginas da revista do Monstro do Pântano, ganhou depois seu próprio título, “Hellblazer”, Contudo, após o filme protagonizado por Keanu Reeves, viu sua popularidade crescer de forma exponencial. Tanto que após a reformulação do universo da editora em 2011 conhecida por “Novos 52”, passou a ser o líder da chamada “Liga da Justiça Sombria”.



08 – Superman II The Richard Donner Cut:


Só não coloco esta joia do gênero de super-heróis numa posição melhor pois tenho quer ser coerente com o fato de ter um final “mais do mesmo” que de fato atrapalha um pouco da experiência de assistir. Ainda que hoje, através da declaração dada pelo ator Jack O’Halloran, o Non, saibamos que por culpa da Warner, Richard Donner não conseguiu lançar seu filme exatamente da forma que tinha planejado mais de vinte anos antes.



07 – Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Nem vou me estender em muitos comentários sobre a terceira parte da saga dirigida por Christopher Nolan, já que cada um de três filmes ganhou um artigo para si aqui. Portanto se quer saber mais detalhes é só clicar no link abaixo.

Batman - A Trilogia (parte 3)




06 – Aquaman:


De personagem chacota à bilheteria de mais de um bilhão de dólares. A saga de Arthur Curry é um filme que apostou sim numa forma simples, mas o fez a perfeição, referenciando em sua narrativa sobretudo o cinema dos anos 1980. Coisa que muitos tentam, mas poucos conseguem, e para o qual até fizemos um vídeo no canal do blog no Youtube.



05 – Batman Morrer é Muito Fácil:


Da mesma forma que na lista da Marvel tivemos a presença do ótimo “Dirty Laundry”, aqui temos este curta-metragem que é uma lição para muitos reinventores da roda para que aprendam a verdadeira essência do Morcego de Gotham.



04 – Mulher Maravilha:


Um filme que só é possível descrever como mágico. E para qual também há um artigo aqui no blog no qual é explicado o porquê dele ser tão especial.

Mulher Maravilha O Filme




03 – Batman Begins:


Também não vou estender em comentários sobre esta obra-prima, não apenas do gênero, como do cinema, pois há um artigo contando tudo sobre ela, que você que está lendo pode acessar clicando no link logo abaixo.



02 – Batman O Cavaleiro das Trevas:


Considerado por muitos o melhor filme de super-herói, ou baseado em quadrinhos se preferir, de todos os tempos. E que só está aqui em segundo, pois não seria correto, ao menos na opinião deste escriba, com aquele que está em primeiro.

Batman A Trilogia (parte 2)






01 – Superman O Filme:


A história deste filme por si só já daria um filme, tamanho foram os desafios que a produção, em especial o diretor Richard Donner, precisou enfrentar. É simplesmente a “Cartilha Básica”, o “Manual de Filmes de Heróis”, e um ponto fora da curva até para a história do cinema. O primeiro filme do gênero a ser preservado na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. E para o qual este humilde veículo de mídia já prestou homenagens tanto nesta página da web, quanto em seu canal no Youtube.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Quando a Ficção é Ficção dentro da Ficção!

 

Referências, easter-eggs e citações não são nenhuma novidade seja lá qual mídia apareçam. Mas, e quando esta citação, seja em imagem ou diálogo mostra personagens e obras de ficção como ficção em outras obras de ficção?

        Parece confuso? Então siga este artigo e veja alguns dos maiores “fic-easter-eggs” que já aconteceram...

Só avisando antes, que citações provenientes de sitcons não serão consideradas aqui, afinal tais obras por si só usam deste gancho narrativo de maneira contumaz e até mesmo aguarda por quem as assisti, e que “crossovers” malucos também não serão citados pois afinal isto aqui é...


  Quando a Ficção é Ficção dentro da Ficção!

 

Cobra Kai e Águia de Aço:

No seriado Cobra Kai citações aos anos 1980 (a década que se recusa a acabar) são feitas sempre. Contudo, no segundo episódio da primeira temporada, temos a cena que dá o “start” para que de fato tudo comece a acontecer. Sem dinheiro, desiludido com a vida e com todos, Johnny Lawrence (William Zabka) acorda durante a madrugada com uma ressaca daquelas, mas eis que está passando na tevê o clássico “Águia de Aço”, e justamente na parte do discurso motivacional que o Coronel Chappy Sinclair (Louis Gosset Jr.) deixa gravado para Doug Masters (Jason Gedrick).


 

B13-13º Distrito e Por Amor:

No filme francês 13º Distrito (não confundir com a cópia estadunidense protagonizada por Paul Walker), há uma cena em que dois seguranças de uma das facções criminosas que dominam o citado distrito do título, estão assistindo ao último capítulo da novela “Por Amor” (Sim! Acabamos de citar uma novela neste blog). E tão atentos ao que acontecia no capítulo final, deixam a facção rival entrar no prédio.

 

O Pequeno Vampiro e Patrulha Estelar:


No filme infantil, que também é conhecido por “O Meu Melhor Amigo é um Vampiro”, incansavelmente reprisado nas tardes brazucas pelo SBT, há no quarto do protagonista um pôster nipônico de “Final Yamato”, o longa-metragem que foi durante vários anos o capítulo final da saga. Lembrando que o ator da foto, René Auberjonois, foi a voz de Sandor/Sanada na versão estadunidense do Yamato.



 X-Men e Patrulha Estelar:


E por falar em pôster do Yamato na parede, num quadrinho de Ucanny X-Men Nº145 de 1981, é possível ver no quarto de Bobby, o Homem de Gelo, um pôster do “Space Cruiser Yamato” como era chamado na época em terras de Tio Sam a saga do Uchuu Senkan Yamato.



Bubblegum Crisis e Thundercats:


No primeiro episódio do clássico anime Bubblegum Crisis, num determinado momento em que vários aspectos da então futurística Mega-Tokyo são mostrados, podemos ver o rosto de Panthro dos Thundercats num telão.



 Batman O Cavaleiro das Trevas e Homem-Aranha 3:


Esta sei que muitos já conhecem, mas não poderia deixar de citá-la. Pois logo na abertura do clássico “Batman O Cavaleiro das Trevas” na cena em que o Coringa de Heath Ledger é mostrado de costas, há um cinema ao fundo, e neste cinema, um cartaz de “Homem-Aranha 3”.



 X-Men Apocalypse e O Retorno de Jedi:


X-Men Apocalypse teve uma cena que não saiu em seu corte final na totalidade, na qual os jovens mutantes resolvem dar um “rolê” pelo shopping, fazendo coisas que os jovens fazem. E só o finalzinho desta sequência entrou neste corte, quando o grupo sai de um cinema no qual estava em cartaz “O Retorno de Jedi”, enquanto Jubileu tece suas considerações como conhecedora da sétima-arte sobre o filme e seu antecessor, “O Império Contra-Ataca”.



 Eternos e Superman... e Alfred Pennyworth!:

No filme “Eternos” da Marvel Studios há um citação ao Superman, quando o filho de Phastos confunde Ikaris com o herói da DC Comics. Sobre esta cena e diálogo, a diretora do filme, Chloé Zhao disse:

"Eu me responsabilizo por esse diálogo"


E continuou:

"Acho que estamos no ramo de contar histórias mitológicas, e o Superman é uma figura mitológica. Então achei que poderíamos brincar, fazer um tributo a esse outro herói icônico, que amamos tanto. Quem não ama o Superman e o Batman?”

Estranhou a citação ao Batman feita por Chloé, a diretora de Eternos?

Pois é, mas esta realmente existe de forma indireta, pois o citado na verdade é seu fiel mordomo, Alfred Pennyworth, num diálogo no qual Karun, o “valete humano” de Kingo, é descrito como o “Alfred de seu Batman”

 

Os Incríveis 2 e Jonny Quest:


Declaradamente fã da clássica animação da Hanna-Barbera, o diretor Brad Bird, inseriu na sequência de “Os Incríveis” uma cena na qual está passando na tevê a saga clássica criada por Doug Wildey em 1964.



 O Gigante de Ferro e Superman:


Esta com certeza você conhece! E mais uma vez temos Brad Bird nos brindando com uma baita referência. Talvez seja o caso mais clássico da citação de uma obra de ficção em outra obra, quando Hogart mostra ao Gigante de Ferro o clássico Nº1 da Action Comics com o Superman na capa.


E mais que uma citação, a explicação que o garoto dá sobre o personagem e sua índole, se tornam fundamentais para o desfecho da trama mais a frente.



 

 

sábado, 4 de novembro de 2023

Tia Carrere – De Honolulu à Caçadora de Relíquias

 

Tempos atrás aqui no blog fiz um artigo sobre Mark Dacascos, e como foi um dos rostos mais vistos nas telas durante os anos 1990 até começo dos anos 2000. Abordando sua ascendência multiétnica e sua carreira.

Mas nosso querido “Cryin Freeman” não foi o único astro que o Havaí exportou para o resto do mundo naquela época. E não, não estou me referindo a Dean Cain, o Superman havaiano, e sim a primeira e única... Tia Carrere!

Nascida Althea Rae Duhinio Janairo, nossa heroína adotou o nome artístico de Tia Carrere da junção do apelido “Tia” dado por sua irmã mais nova, e Carrere que foi uma homenagem a modelo e atriz Barbara Carrera.

De ascendência filipina, chinesa e espanhola (sim, eu sei, lembra bastante Mark Dacascos), cresceu numa família de renda baixa em Honolulu, não nutrindo muitas expectativas sobre seu futuro.

Aos treze anos foi “deixada para atrás” segundo relato dela mesma, quando seu pai conseguiu um emprego num banco em Samoa, e acharam melhor que ela permanecesse no Havaí sob os cuidados da avó, para não interferir em seus estudos. Contudo, o maior choque mesmo foi quando a mãe e as irmãs voltaram, e sem o pai, que tinha começado um relacionamento com a secretária, implodindo o casamento, e consequentemente a cabeça da jovem Tia.

"Zombie Nightmare", um trabalho sobre o qual Tia nem comenta

Sua primeira e fugaz aparição na tela, se deu num filme de terror, horrivelmente B (ou C, ou Q ou Z, dê a letra que preferir), chamado “Zombie Nightmare”, cujo o enredo lembra muito, para não dizer que seja idêntico, ao de “Eu Sei O que Vocês Fizeram No Verão Passado”. Só que colocando um tempero de voodoo no meio. E que por alguma razão desconhecida por este escriba, conta ainda com Adam West, o icônico Batman de 1966 no elenco.

Contudo, este é um trabalho, que seja lá por qual razão, Tia Carrere nem chega a citar quando dá entrevistas.

E tudo parecia estar dando errado para ela, quando num daqueles acasos que a gente acha que só acontecem em filmes, os pais de um produtor cinematográfico a viram num mercado em Waikiki, e a abordaram com uma das daquelas conversas que as mães de qualquer garota falaria: Cai fora que é fria!

Em foto promocional de "Aloha Summer"

Só que por incrível que pareça, era tudo real! E Tia foi convidada para fazer um teste para um filme que o filho do casal estava produzindo, que se chamava “Aloha Summer”. E a jovem foi ao teste, ganhando para surpresa dela mesma o papel de protagonista.

Aquilo mudou a trajetória e visão que tinha sobre sua vida, pois segundo seu próprio relato, sua família não tinha dinheiro para pagar uma universidade, e nem ela tinha notas boas suficientes para se candidatar a uma bolsa.

Então, com apenas dezessete anos, e o registro como atriz debaixo do braço, pegou um avião, e no melhor (ou pior) estilo “garota com um sonho” partiu para Califórnia, com um “namorado lixo” (descrição dada pela própria) a tiracolo, que agia como seu empresário, determinada a seguir carreira como atriz.

E as coisas durante um certo período pareciam estar dando certo, pois em poucos meses já havia conseguido vários trabalhos como modelo, e sua primeira oportunidade real com um papel fixo na novela “General Hospital”.

Fora participações em seriados bem conhecidos de nós brazucas, como “Águia de Fogo”, “McGuyver” e até “Esquadrão Classe A” para o qual estava certa nos planos dos produtores para assumir papel fixo a partir da quinta temporada.

Mas aqui as coisas começaram a andar para atrás de novo na vida de nossa heroína. Primeiro, pois devido ao seu contrato com “General Hospital” não pôde entrar para o elenco fixo de “Esquadrão Classe A”. Inclusive muitos atribuem a isto o começo do fim do seriado, pois uma grande expectativa foi criada com o último episódio da quarta temporada, no qual Tia Carrere participa como a filha vietnamita de um general estadunidense, porém, não se concretizando na temporada seguinte.

Tia quase entrou para o elenco fixo de "Esquadrão Classe A"

Só que o pior ainda estava por vir, pois “General Hospital” chegou ao fim, e logo depois, o tal namorado que bancava o empresário, deu um golpe nela, roubando todo seu dinheiro que ficava numa conta conjunta, deixando-a literalmente sem teto.

Tia Carrere então passou a “morar”, se é que dá para chamar assim, no corredor de um hotel entre dois quartos, sendo ajudada apenas por um agente de modelos que já a conhecia.

Porém, desistir nunca lhe passou pela cabeça, e voltar para a casa estava fora de cogitação. E ela foi em frente com pequenas participações aqui e acolá, como uma luta fake com Christina Applegate num episódio de “Um Amor de Família/Marrie...with Children”.

Até ganhar certa visibilidade novamente em 1991, quando esteve no clássico do exagero “Massacre no Bairro Japonês” ao lado de Doplh Lundgren e Brandon Lee.

Visibilidade que a levou aos estágios finais de teste para ingressar no elenco de “SOS Malibu”, como uma bióloga namorada do protagonista David Hasselhoff, até que um roteiro lhe chamou a atenção.

Mike Myers, Tia  e Dana Carvey

Baseado no esquete de humor “Wayne’s World” de Mike Myers e Dana Carvey para o programa “Saturday Night Live”, que aqui no Brasil passaríamos a conhecer como “Quanto Mais Idiota Melhor”, o papel de Cassandra Wong, uma roqueira fodona, de personalidade e estilo parecia perfeito para ela.

Durante uma entrevista, Tia Carrere lembrando do ocorrido, disse o que pensou na época:

'’Meu deus, esse papel pode mudar minha vida. E não sei de mais ninguém que possa atuar, cantar e arrasar. Mas eu posso! ”

E realmente foi isto o que aconteceu, ou como diriam Garth e Wayne, foi “Excelente!”.

Como Cassandra Wong em "Wayne's World"

O filme dirigido por Penelope Spheeris estreou em primeiro lugar nos cinemas estadunidenses, faturando só em território de Tio Sam mais de US$ 122 milhões em bilheteria.

Protagonizando a icônica sequência na qual, embrulhada num vestido de renda vermelho, canta o clássico “Ballroom Blitz” da banda Sweet. Sim! Nada de dublagem! Pois apesar da carreira como modelo e atriz, Tia Carrere sempre que tem oportunidade enfatiza que seu sonho sempre foi ser cantora.

Com o sucesso de “Quanto Mais Idiota Melhor”, do dia para noite todos só falavam nela, e não demorou para começar a chover as mais diversas propostas, conseguindo inclusive assinar contrato com uma gravadora para lançar um álbum.

Nesta mesma época interpretou a canção “I Never Even Told You” da trilha sonora do longa de animação “Batman A Máscara do Fantasma”.

E apesar de papéis de destaque para mulheres orientais serem uma raridade na época, Tia se manteve num fluxo constante de produções durante praticamente todos os anos 90.

Em "Sol Nascente" com Wesley Snipes

Com destaque para filmes como “Sol Nascente” ao lado de Sean Connery e Wesley Snipes, no qual faz Jingo Azakuma, uma genial mestre em computação de origem afro-nipônica. E sua icônica atuação em “True Lies” junto a Arnold Schwarzenegger, no qual faz a contrabandista Juno Skinner.

Em "True Lies"

Mas também atuando em produções menores como “Kull O Conquistador”, “Cidade do Medo” e "Ponto de Impacto".

Fazendo de Tia Carrere (mais uma vez se assemelhando a trajetória de seu conterrâneo Mark Dacascos), um dos rostos mais facilmente vistos durante aquela década, com uma média de três filmes por ano de 1992 até 1999.

Sobre esta época Carrere costuma a rir, ao pensar que interpretou, devido suas características físicas, personagens das mais diversas procedências, mas ironicamente nunca de sua principal linha de acedência, ou seja, uma filipina.

Mas a “cereja do bolo” ainda estava por chegar. A chance de ser 100% protagonista!

Era uma época diferenciada, onde os dois maiores destaques da televisão eram mulheres, com Gillian Anderson, a Dana Scully de Arquivo X de um lado, e Lucy Lawless com sua Xena, a Princesa Guerreira de outro, quase que monopolizando as atenções da mídia.

E uma produtora canadense vai procurá-la com a ideia de um seriado que misturava Indiana Jones com Lara Croft, e é obvio que estou me referindo ao pequeno grande clássico, “Caçadora de Relíquias”.

Um seriado que apesar de não ter o mesmo orçamento das produções estadunidenses, que cada vez mais se aproximavam dos orçamentos cinematográficos, soube capturar um espírito lúdico de antigos seriados que havia se perdido, durando cerca de quatro temporadas, nas quais Tia era a pesquisadora Sidney Fox. Um trabalho para o qual a atriz deixa a modéstia de lado e costuma se referir como “a melhor versão de Tom Raider”.

Apesar de todo destaque, ainda assim Tia teve que lidar com o assédio (e aqui leia-se assédio mesmo!), como quando foi para uma audição num quarto de hotel mal iluminado ocupado por Steven Seagal, que a olhou de alto a abaixo, a fez dar uma voltinha, e sem pudores perguntou se ela tinha algum problema com nudez.

Contudo, como ela mesma citou certa vez em uma entrevista:

“Graças a deus ninguém nunca veio pra cima de mim, ou eu teria que socar alguém no nariz ou dar uma joelhada no saco dele”

Em 2003 fez um ensaio para a "Playboy"

O que não quer dizer que nossa heroína tenha algum problema com o tema, muito pelo contrário, pois em 2003, surpreendendo a todos, lá estava Tia Carrere na capa da revista Playboy! E não, não era para uma entrevista (risos).

Diminuindo o ritmo de trabalho após o fim de “Caçadora de Relíquias”, Carrere seguiu com sua carreira como cantora, que desde 1993 nunca tinha sido interrompida, e que ao contrário do que você que está lendo possa imaginar passou longe da “esfera rock” para o qual ficou associada.

Com Danny Ho após ganhar um de seus dois Grammys

Ganhando inclusive dois prêmios Grammy de “Melhor Álbum de Música Havaiana” (sim, existe um prêmio só para música havaiana), numa parceria de quatro álbuns que fez com um amigo de infância, Daniel Ho.

Deu voz a Nani em "Lilo & Stich"...

Fora que passou a se dedicar cada vez mais a dar voz para personagens de animações, como por exemplo, Nani Pelekai, a irmã mais velha de Lilo em “Lilo & Stich”. 

...assim como a alienígena Darklos em "Mega XLR".

Além de fazer sua voz presente em outras animações como Jonny Bravo, Duck Dogers e Mega XLR.

Com o casal Julie Condra e Mark Dacascos

E não poderia deixar de mencionar que em 2016, as duas lendas havaianas enfim trabalharam juntas, pois Tia Carrere está no elenco de “Showdown in Manila” que fez justamente para dar uma força ao seu amigo e conterrâneo Mark Dacascos em sua primeira incursão como diretor.

E se você pensa que em 2023 nossa caçadora de relíquias já está aposentada só em casa cuidando da filha, aproveito estas últimas linhas deste artigo para dizer que ela não apenas lançou a canção “I’m Still Here” composta por ela, no começo deste ano.


         Como de quebra resolveu sensualizar para desespero “das inimiga”, publicando uma série de fotos de biquíni em seu Instagram, mostrando aos 56 anos que a estrada ainda não terminou, e avisando que o vestido vermelho de Cassandra ainda está no closet.


 

 

 

 

 

Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...