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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

 

Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta Herbert Richers, fizeram história ao dublar o clássico Uchuu Senkan Yamato, ou como conhecemos aqui no Brasil, Patrulha Estelar.

Contudo, sempre reparei em algum detalhe que faltava, ou alguma informação não tão precisa, como o nome de algum personagem.

Sendo assim, o “Enquanto Isso na Ponte de Comando”, traz até vocês este artigo (mais ilustrado possível), que mostra as principais vozes, que fizeram (e ainda fazem) parte de nosso imaginário.

Venho com este artigo encerrar uma jornada que se iniciou em setembro de 2017. E que com a ajuda e incentivo de meu grande amigo Bernardo se tornou depois em 2019, canal no Youtube.


Quero agradecer demais a cada um de vocês, que ao menos uma vez, leram um dos artigos deste blog, ou assistiram a um de nossos vídeos no canal do Youtube.

Enquanto Isso na Ponte de Comando no Youtube



 

Muito obrigado mesmo!

 

José Carlos Sandor.

terça-feira, 29 de abril de 2025

Filmes de HQ para quem não suporta mais filmes de HQ

 

Desde que o cinema entrou na chamada “Era dos Heróis”, que o carro chefe dos grandes estúdios, em especial Disney (dona da Marvel) e Warner (dona da DC), tem sido a busca das bilheterias através de seu portfólio de super-heróis.

O que obviamente gerou um “overbooking”, digamos assim, de produções que na maioria dos casos passa muito longe de clássicos como a trilogia do Homem Aranha de Sam Raimi, ou do Batman de Christopher Nolan.

Contudo, o mundo dos quadrinhos sempre foi uma fonte fértil ideias para o cinema, e não necessariamente com personagens em roupas coloridas e poderes inverossímeis.

Portanto, convido você que está lendo a embarcar numa rápida viagem por produções que talvez até já saiba que vieram de HQ’s, mas que nem lembrava, e talvez até por alguma que nunca imaginou que pudesse ter saído do mundo dos quadrinhos.

 

A Liga Extraordinária:

Mesmo que seu autor, Alan Moore, tenha torcido o nariz (coisa que aliás faz muito), para esta adaptação da talvez melhor obra de sua carreira, a versão cinematográfica de sua “Liga da Justiça” com personagens clássicos da literatura é um bom filme, que infelizmente sofreu, não apenas pela rabugice de Moore que parece não entender que o cinema é uma outra mídia, como pela parcialidade conveniente de uma parcela de público.


Num filme com pouquíssimos “erros” (sim, coloquei aspas aí) de adaptação, e que apenas pecou talvez por não manter a soturnidade da obra de Moore, ainda que possamos entender perfeitamente já que a intenção era atrair mais público.


RED - Aposentados e Perigosos:

Devido as desventuras e falta coordenação em sua tentativa de um universo de super-heróis a DC Comics foi nos últimos anos motivo das mais diferentes piadas.


Mas em 2010, sem que muita gente notasse para o selo da editora nos créditos, um mega elenco se reuniu para dar vida a uma pérola do exagero que muito bem poderia ter sido dirigida por Mark L. Lester (Comando Para Matar).



Sin City - A Cidade do Pecado:

Frank Miller é um dos maiores picaretas dos quadrinhos de todos os tempos, com obras pensadas milimetricamente para agradar parcelas de público que ele detesta, ou pelo menos diz detestar.



Mas não quer dizer que Mr.Miller apenas apele. E apesar de sua relação com o cinema em geral ter nos dado verdadeiras bombas como Robocop 2, não é que aqui tanto a HQ quanto sua super estilizada versão cinematográfica conseguiram funcionar?


Muito talvez mais pela mão do diretor Robert Rodriguez que pela presença de seu autor que também é creditado na direção.


Crying Freeman:

Antes que alguém venha dizer bobagem, eu quero reiterar que o título deste artigo é sobre “quadrinhos”, independentemente de sua procedência, nomenclatura específica ou pretensa singularidade que a famigerada fanbase queira dar.

Explicado isto, quero dizer que esta até hoje, na modesta opinião deste humilde escriba, a criação de Kazuo Koike, a melhor adaptação de um mangá e/ou anime já feita.


O filme que aqui no Brasil ganhou o título de “As Lágrimas do Guerreiro” mudou a vida de seu protagonista, como explicado no artigo “As Mil Faces de Mark Dacascos - O Rei das Locadoras”. Que apenas causa certa estranheza em seu final devido a sensação que deveria ter continuação.


Rainhas do Crime:

Três mulheres, esposas de mafiosos da máfia irlandesa em Nova York, após seus cônjuges serem impedidos de tocar para frente seus negócios, decidem elas mesmas tomarem a frente de tudo, cada uma por diferentes razões.

Confesso que fiquei pasmo, ao descobrir que este filme, que já tinha assistido, veio de uma HQ.

Porém, foi ótimo para entender o porque de seu final ser como foi, e ao contrário de outros resenhistas não o massacrar injustamente em razão disto. Algo bem parecido com aquela sensação gerada pelo final de “Crying Freeman”, só que mais desconcertante.

Em tempo, o título original  faz uma brincadeira com a condição em que as três protagonistas se encontravam no começo da trama, e o lugar onde tudo se passa, o bairro de Hell’s Kitchen.

Sim, isto mesmo, Hell’s Kitchen.

Mas não esperem que Matt Murdock vá aparecer aí (risos).


Asterix e Obelix Contra César:

Uma das melhores experiências que tive no mundo dos quadrinhos até hoje, veio da criação de René Gosciny e Albert Urdezo.

A saga Asterix e Obelix, amigos inseparáveis, moradores da aldeia da Gália, que com uma poção mágica que lhes conferia força sobre-humana, eram a “pedra no sapato” do poderoso e expansionista Império Romano.

Personagens inesquecíveis como o cãozinho Ideafix e o druida Panoramix, para os quais achava impossível uma representação em live action que fosse de meu agrado.

Mas que bom que podemos errar, não é?

E de todos os filmes live action, se fosse para recomendar algum, Asterix e Obelix Contra César é aquele que melhor soube capturar o clima divertido, mas por vezes também irônico e até mesmo crítico.

Com destaque para o italiano Roberto Benini (A Vida É Bela) absolutamente impagável da pele de um militar romano.

Poderia sim, citar muitos outros filmes que vieram dos quadrinhos aqui, sem dúvida, mas creio que estes dão uma ótima noção do porquê do título deste artigo, e que não devemos nos deixar levar por meros rótulos e formulas de pretenso sucesso.

 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Quando a música virtual se torna real!

 

Tem algumas coisas que passam do limite da compreensão.

Quando Damon Albarn, vocalista da banda Blur, se juntou em 1998 com o cartunista Jamie Hewllet e criaram a banda virtual Gorilaz, toda uma geração mais perdida que pacifista em reunião da NRA, abraçou aquela armação como se fosse a reinvenção da roda.

Provando que a memória do povo é mais curta que paciência de criança em casamento. Portanto, este artigo é para provar que este papo de “artista virtual” vem de muito tempo, mostrando alguns grandes artistas virtuais que já estavam entre nós bem antes. Então vamos lá!

 

Josie and the Pussycats:

            Josie and Pussycats (ou Josie e as Gatinhas), não foram a primeira banda de desenho animado a invadir as telas de tevê, mérito este que recai sobre outra criação dos estúdios Hanna-Barbera, os Impossíveis.


            Contudo, aqui as coisas escalaram um outro patamar, pois o sucesso das garotas e da música tema que abria a animação, fizeram a HB dar um passo além, e de fato criar a banda “Josie and the Pussycats”.

E da qual fazia parte inclusive Cheryl Moor, que depois que mudou o sobrenome para Ladd, e ficaria de vez famosa ao substituir Farah Fawcett no seriado “As Panteras”.

Chegando a lançar alguns singles, e até um álbum completo, mas que não alcançaram o sucesso esperado.

         Tendo décadas depois ganhado um filme live action, em roupagem digamos, mais moderna.

          A Hanna-Barbera, logicamente teria uma infinitude de outras bandas virtuais como "Os Netunos" de Tutubarão, "Butch Cassidy and Sundance Kid" da animação de mesmo nome, mas nenhuma tão marcante como Josie e suas amigas.

 

Lynn Minmay:

            Ainda que não tenha sido a primeira artista virtual, Minmay foi um verdadeiro marco na cultura pop nipônica.


            A personagem, que surgiu na franquia “Macross”, tinha a voz cantora e dubladora Mari Iijima, e foi a primeira artista virtual a de fato se dar bem junto ao maistream real. Abrindo caminho para um “filão” que os japoneses passaram a dominar como ninguém.

 

Priss and The Replicants:

Lynn Minmay pode até ter aberto as portas da música virtual das animações nipônicas, mas nenhuma série de animação soube explorar a música pop/rock tão bem quanto Bubblegum Crisis.

Tendo como uma das protagonistas Priss Asagiri, que era líder da banda Priss and the Replicants, e que era interpretada pela cantora e dubladora Kinuko Oomori.



 Jem and the Holograms:

            Com certeza se você cresceu entre as décadas de 1980 e 1990 deve se lembrar delas. Jem and the Holograms, a banda de meninas que reproduzia a estética glam da época.

A série foi uma criação conjunta da Hasbro, Sunbow e Marvel (o mesmo trio responsável pela animação clássica dos GI Joes). E mostrava as aventuras (pasmem) de Jerrica, a dona de uma gravadora, que era uma espécie de alterego de Jem, a cantora. Tudo no melhor estilo super-heroína.

Sua voz era dada pela musicista Samantha York, e os videoclipes da animação, por incrível que pareça, chegavam a passar na programação normal da MTV estadunidense na época.

Em 2015, assim como no caso de Josie and Pussycats, chegaram a fazer um filme live action, mas que fracassou e quase ninguém lembra que foi feito.

           

Steel Dragon:

            E para não dizer que não citei nada em live action, trago a banda Judas... Ops! Desculpe... (risos).

            Trago o Steel Dragon, a banda fictícia que foi criada após Rob Halford não dar autorização para usar seu nome no filme “Rockstar”, que ao menos pelo que reza a lenda urbana contaria a história de como um fã do Judas Priest, o cantor Tim Owens, se tornou membro da banda.

            Aqui além dos atores temos músicos de verdade na banda. Zakk Wilde (Ozzy Osbourne – guitarra), Jeff Pilson (Doken – baixo) e até Jason Boham (Black Country Communion – bateria).

            Sendo que os atores que fizeram os dois "cantores" da Steel Dragon ganharam as vozes ao estarem no palco de Jeff Scott Soto (Talisman) para o ator Jason Flemying, e Miljenko “Mike” Matijevic (Steelheart) para Mark Walhberg.


            Ah sim! E o filme ainda conta com uma ponta de um ainda desconhecido na época Myles Kennedy (Alter Bridge) que obviamente não precisou ser dublado (risos).

              O negócio é que aqui, apesar de se tratar de um live action e de uma banda fictícia, as músicas de Rockstar, compostas por um time do calibre do próprio Matijevic (We All Die Young), ou o icônico Sammy Hagar (Stand Up and Shout), passaram a ser executadas mundo a fora nas vozes que as executaram no filme, extrapolando a barreira da simples “trilha sonora”.

    Lógico que ainda existem por aí vários outros exemplos que poderia citar, mas creio que este foi um bom compilado de quando a música virtual invade o mundo real.

           

            Este artigo é dedicado a memória de Solange Torresi. Grande conhecedora de música. Testemunha ocular e auditiva do primeiro show do Queen no Brasil em 1981. Que com sua doçura e espírito irrequieto nunca se deixou parar no tempo. Iluminando este mundo e me honrando demais com sua amizade.



domingo, 24 de novembro de 2024

DIC Entertainment – França com cara de Estados Unidos e um toque de Japão

 

Aqui no blog já foram realizados alguns artigos sobre as principais produtoras de conteúdo de animação que fizeram a alegria de nossas manhãs (e as vezes tardes também).

Hanna-Barbera, Ruby&Spears e Filmation já tiveram suas histórias contadas aqui. Contudo, ainda havia uma produtora que muito contribuiu para nossas memórias atuais, e não poderia deixar de mencionar.

A DIC Entertainment Productions!

Criada na França em 1971 por Jean Chalopin, a DIC (sigla para Difusão, Informação e Comunicação), que iniciou suas atividades como uma divisão da Radio Television Luxembourg.

Jean Chalopin

E foi assim até 1982, quando foi fundado seu “braço” norte-americano em Burbank (Califórnia), por Andy Heyward, um ex-roteirista da Hanna-Barbera, a princípio com a única intenção de traduzir para inglês as produções da produtora.

Andy Heyward

Porém, a DIC dentro dos Estados Unidos teve dificuldade de se estabelecer, devido a algumas políticas consideradas antissindicalista.

O que levou a empresa a ganhar uma renomeação para sua sigla, que passou a ser conhecida como “Do It Cheap , em português algo como “Faça Isto Barato”.

Apesar disto com a chegada dos diretores de animação, Bruno Bianchi e Bernard Deyres, a DIC começou a se tornar uma empresa de animação eficaz. Na mesa época, Heyward desenvolveu aquele que seria o primeiro sucesso da produtora, Inspetor Bugiganga.

Bernard Deyres e Chalopin

Abrindo inclusive as portas para parcerias com fabricantes de brinquedos, afinal, nada financiava mais as animações naquela época que a venda dos brinquedos ligados a elas.

Numa jogada comercial bem pensada, em 1985, a DIC abriu sua própria instalação de animação no Japão, com o intento de contornar os entraves burocráticos de subcontratações no exterior. Estreitando uma relação que tinha se iniciado em 1981 com a animação "Ulysses 31".

Ulysses 31- A primeira incursão da DIC com os japoneses.

O que nos leva a pelo menos duas produções que passaram aqui no Brasil, e que muitos percebiam nitidamente um “dedinho nipônico” ali.

Fora lógico um certo grau de esmero que os demais produtos da DIC nunca tiveram.

M.A.S.K 

E lógico...

Jayce e os Guerreiros do Espaço.

Que além deste citado esmero, tinham temas musicais que ficaram indelevelmente marcados na memória.

Porém, se notabilizando mais por animações de “comédia rasgada” como costumo me referir, como nos casos de:

 Lord Gato/Heathcliff (não confundir com as animações com mesmo personagem feitas pela Ruby&Spears),

Dennis o Pimentinha,

Indo até versões animadas de “Alf o ETeimoso”,

E o “Os Caça Fantasmas” (sim, aqui são aqueles do filme e não os da Filmation).

Passando por animações extraídas de videogames como:

Pole Position (outra que tinha um tema musical excelente!).

Super Mario Bros.

E Double Dragon.

Ah sim! E não nos esquecendo de “Capitão Planeta” e do reboot da franquia GI Joe que tinha como pretensão dar continuidade nos eventos da série clássica da Sunbow (este especificamente um verdadeiro tiro na água).

Contudo sua história interna sempre foi bastante inconstante e cheira de reviravoltas.

Em 1987, Heyward compra de Chalopin sua parte da empresa, ficando com 52% das ações e tornando o braço estadunidense da DIC sua base central de operações.

Ainda que Chalopin tenha mantido seus escritórios originais na França, onde formou uma nova empresa chamada de C&D (Creativity & Development) para continuar produzindo animações.

Mas calma, porque numa virada digna de filme de suspense, Heyward lotado de dívidas vendeu a DIC para Saban Productions (sim, mesma dos Power Rangers), que então vendeu os direitos para ninguém menos que a C&D de Chalopin.

Só que a doidera não termina aqui...

Pois a despeito da parte comercial da coisa ter sido uma montanha-russa, no começo dos anos 1990, época de um verdadeiro marasmo nas produções de animações televisivas, a DIC conseguiu ter até 60% do mercado dos canais de tevê estadunidenses, no famoso horário dos sábados pela manhã.

Speed Racer X - Uma dos animes distribuídos nos USA pela DIC

Além de ser responsável nos Estados Unidos pela distribuição e as vezes dublagem de animações nipônicas como “Sailor Moon”, “Cavaleiros do Zodíaco” e “Speed Racer X”.

Mas a DIC não ficou restrita as animações (infelizmente). E resolveu enveredar pelas inóspitas plagas dos tokusatsus.

Produzindo ao menos duas produções que marcaram época, ainda que não exatamente pela sua qualidade.

“Super Human Samurai Syber Squad” (eita nome comprido sem necessidade!) que chegou a passar em Terra Brasilis graças a saudosa Rede Manchete. Que nada mais era que uma versão de uma série chamada “Denkou Choujin Gridman” da Tsuburaya (por isto a semelhança com Ultraman).

E “Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills”. Esta uma tranqueira tão absurda que mesmo para um tokusatsu, era muito, muito tosca.

E se aventurando até nos cinemas com a versão live action de seu primeiro sucesso, o Inspetor Bugiganga, que foi encarnado por Matthew Broderick, na época me que a empresa estava sob a tutela da Disney. 

Além de uma bizarrice (mais uma) chamada “Os Irmãos Id e Ota”, que passava quase uma vez por mês no SBT anos atrás, e nada mais era que um caça-níqueis bem sofrível do sucesso “Debi e Loide”.

Passando por diversos donos a longo de sua saga, a DIC chegou até mesmo ser propriedade da Disney. Isto até 2000, quando Heyward conseguiu comprar a empresa de novo.

E isto até 2008 quando o selo DIC foi extinto ao ser comprado (nossa parece a bolsa de valores isto) pela distribuidora canadense CINAR (mais tarde Cookie Jar), que é um braço da empresa de entretenimento infantil WildBrain (nome estranho para uma empresa deste tipo).

De todas as produtoras de animações que estiveram presentes na era de ouro das animações para tevê a DIC com certeza foi a que teve a trajetória mais atribulada, mas que não a impediu de deixar sua marca em nossas memórias.



 

 

 

 

 

Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...