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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Os Finais Mais Tapa na Cara da Cultura Pop

 

Existem alguns finais de estórias, não importa em qual mídia se apresentem, que quando nos deparamos com eles ficamos com sensações das mais diversas. Seja de um sabor amargo, chocados, ou até mesmo com a sensação de que nos fizeram de palhaços.

As vezes tais finais estão até dentro do contexto da obra, mesmo que não nos agrade, em outras vezes, parecem uma solução fácil criada por roteiristas preguiçosos, de qualquer maneira eles fazem parte da cultura pop tanto quanto super-heróis e fãs-malas.

Lógico que este artigo não tem como intensão (nem seria possível), citar todos ou a maioria destes “Finais Tapa na Cara”, apenas com os exemplos aqui citados mostrar aquilo que foi explanado ali no primeiro parágrafo.

Já avisando que se você que está lendo não gosta de spoilers, este artigo não é indicado para você (risos).

Para iniciar, preciso citar um final que me deixou bastante impactado à época em que o assisti, o do telefilme, posteriormente promovido aos cinemas, “Day After - O Dia Seguinte”.

O ator Jason Robards protagonizou...

...um dos finais mais chocantes já vistos

Filme oitentista feito para alertar sobre o “merdelê” que um conflito atômico de grandes proporções poderia gerar, mas que de todos os possíveis e desesperançosos finais possíveis, optou por mostrar o personagem vivido pelo veterano ator Jason Robards que era um importante médico na cidade em que morava, e obviamente de uma classe social mais abastada, em meio à um “surto” ao ver pessoas nos escombros do que um dia foi sua casa, acabando, assim como o espectador, levar uma lição sobre o que de fato importa na vida.

"A Família Dinossauro" e seu final coerente

Só que se for para falar de fim do mundo, acredito que, ao menos na época, muita gente tenha ficado meio que travada no sofá de casa por alguns segundos diante do final de “Família Dinossauros”.

A série que se notabilizou por um subtexto (muitas vezes nem tão sub assim) que conversava (e as vezes gritava) sobre assuntos muito reais, nada mais do que retratou em seu episódio final o que pudemos assistir durante toda a jornada de Dino, Fran, sua família e amigos, ou seja, o resultado fatídico de toda uma cultura rasa e de soluções fáceis, que no fim cobrou seu preço.

Mas quando o fim não vem de uma só vez? E quando ele se arrasta por três ou quatro capítulos, com os protagonistas de uma série, queridos pelo público sendo tragados por um turbilhão de infortúnios que nem Hardy Ha Ha, a hiena das animações da Hanna-Barbera, poderia imaginar?

"Nova York Contra o Crime"

Foi mais ou menos isto que aconteceu com a aclamada série “Nova York Contra O Crime”. Pois o detetive Booby Simone (Jimmy Smits) de uma hora para outra fica doente e... Bem o resto você pode imaginar. E o pior, que o grande protagonista da série, o detetive Andy Sipowicz (o icônico Dennis Franz), que passou sua maior parte sendo um alcoólatra pouco confiável, quando parece estar vendo sua vida retornar a um rumo bacana, inclusive sendo pai após vários anos, é abalroado pela morte da mulher, deixando-o com um bebê para criar.

Gostaria muito de dizer que os roteiristas estavam corretos aqui, pois a série, que foi uma pequena divisora de águas no que diz respeito a linguagem mais realista que usava, estaria tendo um final coerente.

Mas não! O final de “Nova York Contra o Crime” é um daqueles casos que resolveram forçar a realidade até seu limite, e por consequência acabando por ultrapassá-los, se tornando algo difícil de engolir.

Contudo, quando faço um rápido exercício de memória, para lembrar de um final “difícil de engolir”, é impossível esquecer do absurdo final de “Alf O Eteimoso”, a clássica sitcon dos anos 80, sobre o alienígena atrapalhado vindo do planeta Melmac, cuja a nave se acidenta por aqui, e é acolhido pela família Tanner.

"Alf" e seu final...

Um episódio que terminava com Alf sendo capturado pelos militares, deixando principalmente a criançada que acompanhava o programa sem chão, e que segundo explicações posteriores dos produtores do show, foi concebido apenas como gancho para uma temporada seguinte que acabou não acontecendo.

...que deixou uma geração perplexa

Só que a desculpa esfarrapada nunca colou, e anos depois resolveram tentar conter a hemorragia com esparadrapo através de um longa-metragem que mostrava qual teria sido o destino do alienígena mais querido da tevê. Mas a coisa toda é um verdadeiro desastre no qual o arremedo de roteiro tenta convencer a todos que o personagem ficaria quieto e de boa ao saber que os Tanner tinham sido enviados pelo governo para morar na Islândia.

"O Sexto Sentido" - Roteiro bem amarrado

E por falar em ser “enviado”, não dá para esquecer do final de um filme que sei que muita gente deve até ter desconfiado do que estava acontecendo, mas este escriba aqui em sua humilde humildade admite que se deixou absorver pela trama e não se deu conta do que estava bem na sua cara, e lógico falo de “O Sexto Sentido”.

Filme que admito, apenas no fatídico desfecho percebi que o personagem de Bruce Willis já tinha sido “enviado” para o outro lado da existência desde o começo da película.

"O Santuário" e seu final impensável

Mas calma, pois os filmes de ação, que em geral são pautados por um grau elevado de previsibilidade em seus desfechos, afinal qualquer ser humano em uso sadio de suas faculdades mentais quer ver o herói (as vezes anti-herói, eu sei) vencendo o vilão e tendo um fim minimamente digno, também possuem representantes com seus finais inesperados.

Em “ O Santuário”, filme que figura na nossa lista de “Os 10 melhores filmes de ação dos anos 90”, Luke Novak, personagem de Mark Dacascos, que para sumir do mapa e fugir dos desafetos tinha se tornado padre, acaba sendo “convocado” devido suas habilidades extra sacerdotais, para trabalhar da forma mais improvável que o espectador poderia imaginar para a entidade da qual fazia parte.

Acredito que você que chegou até aqui neste texto provavelmente deve estar sentindo a ausência de algum exemplo de animação, não é?

Mas calma, eles existem sim...

O episódio maldito de Superamigos

Há o censurado episódio "Hitchhike" dos “Superamigos” que já citamos aqui no artigo “Episódios Malditos”, no qual a partir da fala de um policial, fica claro que o bandido preso pelos Super-Gêmeos era um psicopata que já teria feitos outras vítimas anteriormente.

 

Consegui assistir este episódio tempos atrás, mas a cena final na delegacia acabou sendo editada pelas razões que você já deve imaginar.

A primeira e "tapa na cara" versão de O Cometa Império

Fora que antes disto, pelos idos da década de 1970, lá no Japão, uma certa obra que passamos a conhecer aqui no Brasil anos depois por “Patrulha Estelar”, surgia nos cinemas nipônicos com um longa-metragem que contava a primeira versão da saga do Cometa Império, e seu final, que promovia a matança completa dos personagens.


      Foi um tapa na cara tão grande no público na época, que provocou uma onda até ali impensável de protestos dos fãs, que fizeram os produtores desconsiderarem o que tinha sido feito, e realizando a saga que tão bem conhecemos, e que a Rede Manchete passou por aqui.

E falando em Japão, “Spectreman” o clássico tokusatsu, é bem profícuo em finais tapa na cara, mas talvez o mais famoso (e quase traumático) seja o do episódio “Uma Arma Para Spectreman”, no qual após vencer o monstro criado pelo Dr.Gori, nosso herói se vê obrigado a matar uma monstro fêmea (esta não criada pelo vilão do seriado), que estava furiosa por ter perdido seu filhote quando do embate do protagonista com o monstro-vilão.

E cuja cena final mostra o que seriam os espíritos da monstra e seu filhote enfim juntos indo para o céu.

E por falar em mortes, vou me permitir citar um episódio final que até chegou a ser escrito, mas que devido a providencial ação de uma filha do autor não chegou nem a ser produzido.

Tudo bem! Eu sei! Se não foi produzido, nem deveria estar aqui...

Mas talvez esta seja minha forma de surpreender vocês (risos).

E me refiro a nada mais, nada menos, que “Chaves”!

Quase que "Chaves" ganhou o maior "Final Tapa na Cara" de todos os tempos

Não é novidade para ninguém que Roberto Gomez Bolanõs, criador e intérprete do icônico personagem vez ou outra se permitia “pesar a mão”, jogando doses de drama no roteiro, como no episódio em que Chaves é acusado injustamente de ser ladrão.

Bem, com o seriado já tendo seu deadline estipulado pela Rede Televisa, e bastante descaracterizado do que tinha sido um dia, Bolanõs resolve colocar um fim ao seu “menino órfão”. E pelo roteiro escrito, nosso querido Chaves morreria atropelado no último episódio.

E não, isto não é lenda urbana, pois a filha de Bolanõs tempos depois de sua morte confirmou que seu pai de fato chegou a escrever este roteiro. Mas que ao bater o olho no que pai tinha escrito, não parou de perturbá-lo até conseguir demovê-lo da ideia de matar o tão querido personagem.

Portanto, finais tapa na cara, são na humilde opinião deste escriba algo que vai acompanhar a cultura pop por toda sua existência, mas que se não forem muito bem sedimentados ao longo da estória, derrubam qualquer argumento, por melhor que este possa ter sido escrito.

 

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

10 Personagens que Não Nasceram nos Quadrinhos

 

Muitos dos personagens que vemos nas páginas das HQ’s na verdade saíram de outras mídias, e só depois foram, digamos, acolhidos nos quadrinhos.

Nesta lista foram selecionados dez personagens que muitos juram terem sido criados nos quadrinhos, e outros que muitos nem sabem que passaram a ser canônicos nas HQ’s.

Ah sim! E já adianto que não vai ter Arlequina na lista pois todo mundo sabe que ela nasceu em Batman The Animated Series (risos).

Portanto, vamos lá!


10 – Garra Vermelha:

Levou mais de duas décadas, mas enfim a terrorista que nasceu em Batman TAS entrou para o cânone da DC Comics.



09 – Chloe Sullivan:

A aspirante a repórter vivida pela atriz Allison Mack no seriado Smallville, logo caiu no gosto do público, mas só foi levada para as HQ’s em 2010.



08 – Agente Phil Coulson:

Sua primeira aparição foi no primeiro filme dos Vingadores, e no mesmo ano ganhou sua passagem para os quadrinhos na saga Battle Scars.



07 – A Poderosa Ísis:

A estreia da personagem se deu no seriado do Shazam (Capitão Marvel ainda na época), ganhando seu próprio seriado no ano seguinte.


             Foi a primeira super-heroína da televisão, antes mesmo da Mulher Maravilha e da Mulher Biônica. E em pouco tempo já tinha revista própria que foi lançada até aqui no Brasil pela extinta Ebal.



06 – Toshio Eto, o Samurai:

Sim! Ele mesmo! O Samurai que nasceu na icônica série de animação dos Superamigos em 1977. E é outro que demorou um baita tempo para ir para os quadrinhos só o fazendo em 2011, no qual ganhou até uma origem no qual seus poderes haviam sido lhe conferidos pelos Novos Deuses.



05 – Barbara Gordon, a Batgirl:

Não, você não leu errado. Ainda que possa ter tido representações anteriores nos quadrinhos, a personagem apenas ganhou sua forma e alterego definitivos no seriado do Batman de 1966, personificada pela atriz Yvone Craig.

 

Ao ser enviada para os quadrinhos teve sua origem ligeiramente mudada, porém, após os eventos de “Crise nas Infinitas Terras” foi retomada sua origem primária como filha do Comissário Jim Gordon.



04 – X-23:

Criada por Craig Kyle para a série animada “X-Men Evolution”, foi tão bem recebida pelo público, que já no ano seguinte migrou para os quadrinhos.



03 – Andrea Beaumont, o Fantasma:

A personagem central daquele que é considerado por muitos até hoje o melhor longa-metragem do homem-morcego em 1993, só foi ganhar as páginas dos quadrinhos em 2020 pelas mãos do escritor Tom King.



02 – Conan da Ciméria:

A criação do escritor Robert Erwin Howard, nasceu originalmente nas páginas da publicação pulp Weird Tales em 1933.

Só surgindo nos quadrinhos por inciativa de Roy Thomas décadas depois.



01 – Renee Montoya:

Talvez você que está lendo, esteja estranhando que a policial de Gotham esteja aqui neste primeiro lugar. Correto?

Bem, há uma lenda que corre na web de que Renee Montoya, foi originalmente criada nos quadrinhos, mas isto está incorreto. A personagem foi criada por Bruce Timm, Paul Dini e Mitch Brian para aparecer em tese em apenas um episódio de “Batman The Animated Series”.


            Contudo, até hoje não se sabe muito bem como, alguém na editora DC Comics achou bacana a ideia da policial de origem latina. E como a indústria dos quadrinhos, logicamente, executa seus projetos de maneira bem mais ágil que a produção de uma série animada, sua estreia acabou se dando nas HQ’s, mesmo não tendo sido criada de fato para esta mídia.



 

 

sexta-feira, 24 de março de 2023

Michael Reaves - O Verdadeiro Rei das Manhãs!

 

Em geral quando pensamos em animações feitas para tevê, nos vem a mente os nomes de produtoras famosas e seus criadores como Hanna-Barbera, Ruby&Spears ou a Filmation, todas estas aliás já representadas aqui no blog com seus devidos artigos.

Mas isto é antes de tudo resultado do trabalho de muitos talentosos artistas. E foi com extremo pesar que apenas um mês após a passagem do grande Leiji Matsumoto, recebo a notícia de que Michael Reaves, talvez o mais célebre escritor para animações norte-americano também nos deixou.

Portanto, convido você que está lendo a embarcar no reino de Michael Reaves, o verdadeiro rei das manhãs.

James Michael Reaves, nasceu em San Bernardino, Califórnia, em 14 de setembro de 1950.

Mesmo não indo bem na escola, onde era considerado um aluno bem fraco, tinha, porém, uma carta escondida, pois sempre gostou de escrever. E começou cedo suas tentativas de viver daquilo que escrevia, mas até 1972 não logrando nenhum êxito. Até que neste ano foi aceito num workshop para escritores de ficção em Michigan.

Daí então se mudou em 1974 para Los Angeles, onde trabalhou imaginem onde? Numa livraria!

Mas também teve que labutar bastante numa das lojas da Sears, uma rede de lojas de departamento, que inclusive teve lojas aqui em Terra Brasilis durante alguns anos.

"A Poderosa Ísis" abriu as portas para Michael Reaves

Até que em 1975 conseguiu vender seu primeiro roteiro para a produtora Filmation, que se transformou num episódio da série live action da Poderosa Ísis. Fazendo sua transição para a mídia que o iria consagrar em 1976, escrevendo ainda para Filmation roteiros para a animação da “The Archie/Sabrina Hour”.

"I, Alien" - o primeiro romance de Reaves

E já em 1978 lançou seu primeiro livro, um romance para jovens chamado “I, Alien” (ainda assinando como Reeves ao invés de Reaves), e um outro mais voltado para o considerado público adulto, “DragonWolrd”, co-escrito com Byron Press.

Mas como em outros textos já publicados aqui, vou dizer que tudo que havia acontecido até então se tornaria apenas um ensaio para o que estava por vir.

Chegamos a década de 1980!

E a partir daqui Reaves passaria a cunhar de vez seu nome como um dos mais prolíficos escritores para séries, tanto em animação quanto live action que já existiram.

Nem vou tentar aqui neste texto citar todas as produções em que Michael Reaves esteve presente ao longo daquela década pois seria loucura. Mas como alguns exemplos temos:

Blackstar,

Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos,

Flash Gordon,

Pole Position,

Centurions,

Os Caça-Fantamas (aqueles do filme, não aqueles da Filmation),

He-Man e os Mestres do Universo (aliás, Reaves se envolveu em quase todas as produções do herói de Eternia, a exceção da última versão produzida pela Netflix),

As Tartarugas Ninjas,

Superman,

E lógico nossa querida Caverna do Dragão.

 

Para o qual coube a Reaves escrever o lendário último episódio que acabou não sendo produzido e se tornou lenda urbana por décadas.

Sendo que a série para o qual mais escreveu neste período (63 episódios) foi Os Smurfs, passando longe do espectro da aventura que mais o consagrou.

Ainda nesta área uma interessante porta se abriu para Michael Reaves quando escreveu para as séries animadas “Ewoks” e “Droids”, pois permitiu ao escritor adentrar no universo de Star Wars, escrevendo por exemplo o romance Darth Maul: Shadow Hunter.



Mas não apenas as animações usufruíram do talento de Reaves nesta época, estando presente em alguns seriados live action como: Capitão Power e os Soldados do Futuro, Além da Imaginação e até Jornada nas Estrelas: A Nova Geração.

E ainda sobrou até um tempinho em 1987 para sua estreia nos quadrinhos em “Teen Titans Spotlight #14”, numa estória que envolvia o Asa Notuna e o Batman.

Parece muito? Sim parece. Mas acredite, o melhor ainda estava por vir com a chegada dos anos 1990.

Não que tal “vírgula temporal” signifique algo para um artista que sempre produziu tanto, e em geral com uma qualidade acima de seus contemporâneos.

E o que Michael Reaves faria se tornaria absolutamente icônico.


Pois ao mesmo tempo em que escrevia para seriados como The Flash (sim, aquele mesmo com John Wesley Shipp) e O Jovem Hercules.

Se envolvia nas mais variadas produções de animação como Fantasma 2040 e a série animada do Monstro do Pântano.

E como não poderia deixar de ser, James Michael Reaves, esteve presente naquelas que seguramente são as séries de animação para tevê mais importantes daquela década: Batman The Animated Series e Gárgulas!

Em Batman TAS, foi autor e coautor de 28 episódios.

Reaves ganhou um Emmy pelo roteiro de "Coração de Gelo"...

Dentre estes “Um Sonho Por Acaso”, que era o preferido de Kevin Conroy, o ator que dava vida ao Morcegão, e o icônico “Coração de Gelo” que redefiniu a origem de Mr.Freeze, tornando-o um vilão de primeiro escalão, e pelo qual Reaves, junto com Paul Dini, Martin Pasko e Sean Catherine Derek, ganhou um Emmy.

...além de co-escrever o clássico "A Máscara do Fantasma"

Sem falar que junto novamente a Paul Dini, Martin Pasko e Alan Burnett, foi um dos responsáveis por aquele que é considerado por muitos, o melhor longa-metragem do Batman até hoje, “A Máscara do Fantasma”.

A moral de Reaves era tão alta, que a despeito da briga interna que fez boa parte da equipe de Batman TAS ir para Disney realizar Gárgulas, ele foi o único roteirista que conseguiu transitar livremente entre as duas produções ao mesmo tempo.

Reaves foi o único roteirista a ter transito livre entre as séries Batman TAS e Gárgulas

E sua participação em Gárgulas foi tão importante quanto na série do cavaleiro das trevas, estando presente em cerca de 22 episódios das aventuras de Golias e seu clã.

Dentre estes a saga inicial de cinco partes, “Despertar”. E o famoso, e graças a pais histéricos, “polêmico” (sim coloquei aspas aí) episódio, “Força Mortal” pelo qual chegou a receber uma indicação ao prêmio Annie, o Oscar da animação em terras estadunidenses.

Elisa Maza baleada - Cena do episódio Força Mortal

Porém com a chegada dos anos 2000, Reaves teve que lidar com um adversário inesperado, a Doença de Parkinson. O que o levou a escrever um blog relatando sua luta contra a doença.

Obrigando nosso herói a progressivamente se retirar da correria que eram as produções televisivas. Ainda assim, nesta época co-escreveu com Alan Burnett o longa-metragem de animação do Batman, “O Mistério da Mulher-Morcego”, e um episódio para Jornada nas Estelas – New Voyages.

A trilogia "Interworld"-  O último grande trabalho

Seu último grande trabalho foi uma trilogia de livros chamada “InterWorld” escrita em conjunto com Neil Gaiman e com sua única filha, Mallory.

Deixando para todos nós não apenas um baú repleto de memórias maravilhosas, como um legado de talento e uma lição de vida de como buscar seus sonhos os tornando reais, criando um círculo virtuoso, fazendo outros tantos tornar seus próprios sonhos realidades.




Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...