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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Arquivo Dolph Lundgren

 

Segundo dizem os entendedores da matéria, o cinema de ação dos anos 80/90 teve seu time A, composto por Bruce Willis, Stallone, Schwarzenegger. E seu time B (as vezes C) composto por Chuck Norris, Van Damme e mais alguns outros.

Contudo, existe um ator, vindo da distante Suécia, que ao que parece, jamais se encaixou um nenhum dos dois grupos, se tornando cult, mesmo sem jamais ter feito parte do chamado “primeiro time”.

Portanto, chegou a hora deste humilde blog abrir seu arquivo, para tentarmos entender o fenômeno (sim, fenômeno), Dolph Lundgren.

Nascido em Estocolmo em 03 de novembro de 1957, Hans Lundgren (seu nome de batismo), parecia que poderia seguir qualquer carreira na vida, menos a que de fato acabou abraçando.

Como assim?

Bem, ainda jovem estudou e se formou em química pelo “Real Instituto de Tecnologia” de Estocolmo, fazendo seu mestrado pouco depois pela “Universidade de Sidney” (Austrália), o que o credenciou para uma bolsa de estudos para o famoso “MIT” de Massachusetts (Ohio - USA).

Lembrando que em meio a isto tudo, serviu na marinha sueca, onde foi campeão de boxe da corporação (sim, eu sei, o que você está pensando). Além de se tornar faixa-preta de terceiro dan de caratê kyokuyshin.

Contudo, ou talvez por isto tudo, resolveu tentar a sorte como ator, e em 1985, a coisa começou de fato a acontecer.

Primeiro com um mínimo papel em “007 Na Mira dos Assassinos”, o último filme da franquia com Roger Moore. Época em que namorava a atriz e cantora Grace Jones.

E sua presença, ainda que com um inglês monossilábico e lotado de sotaque, ou talvez justamente por causa disto, chamou a atenção de Sylvester Stallone, que estava procurando alguém que pudesse ser seu rival no quarto filme da franquia “Rocky”.

O papel de Ivan Drago, o lutador russo, moldado na tecnologia, catapultou o sueco para fama da noite para o dia. Pois ao contrário de Mr.T que fora escolhido como adversário no filme anterior, mas que vinha da WWE aonde era um lutador do “time dos bonzinhos” e depois de um personagem muito querido, o B.A. do seriado “Esquadrão Classe A”, Lundgren de fato parecia alguém que você não gostaria de discutir na fila do supermercado, vamos dizer assim.

Entretanto a falta de habilidade do gigante sueco em interpretar, somado aos seus talentos, acabaram provocando, digamos, pequenos contratempos nas filmagens. Pois logo de cara, Carl Weathers, nosso eterno Apollo Creed, foi reclamar com Stallone, que o sueco não media a força dos golpes.

E o que deveria deixar Sly irritado, serviu de alavanca para o momento mais bizarro (na falta de um adjetivo melhor vou usar este) da carreira do “garanhão italiano”. Pois, querendo dar mais veracidade as cenas, não é que Stallone teve a infeliz ideia de pedir que Lundgren batesse de verdade.

Resultado? Doplh quase matou Sylvester Stallone.

No momento da filmagem tudo pareceu estar, digamos, bem. Porém, mais tarde Sly começou a sentir fortes dores no peito, e teve de ser levado as pressas de avião do Canadá, onde se desenrolavam as filmagens, para a Califórnia, onde foi imediatamente internado numa UTI durante quatro dias. Pois o golpe desferido pelo sueco traumatizou o pericárdio de seu coração, que sofreu um inchaço.

Mas Stallone não apenas não ficou bravo, como brigou para que a cena ficasse no corte final do filme. Enquanto Lundgren após o susto disse que não sabia ao certo se teria sido apenas aquele golpe, já que em suas palavras “ficaram o dia todo trocando milhares de socos”.

Com seu caminho aberto “à socos”, vamos dizer assim, chegava o grande desafio de passar de coadjuvante para protagonista.

E lógico que o momento parecia o mais propício, já que era a época dourada dos filmes de ação, não necessariamente bons ou grandes produções, até porque naquela época em geral não se precisava de muito para cair nas graças do público.

E a grande oportunidade, digamos assim, surgiu em 1987.

Era “Mestres do Universo”, a primeira representação em live action, de He-Man e sua turma. Um filme que foi e é massacrado até os dias de hoje. Mas que acabou de maneira meio torta ganhando status de cult.

Creio que você que está lendo deve estar neste instante pensando, “será que ele vai defender essa tranqueira?”.

E a resposta é... sim!

Primeiro, porque é necessário saber e entender que os responsáveis por esta produção nada mais eram que os primos Menahem Golan e Yoram Globus, da lendária produtora Canon Group. A mesma que fez a alegria de muita gente com filmes de ninja fajutos de baixíssimo orçamento, mas que começou a escorregar no creme do abacate ao tentar fazer filmes de heróis, vide Superman IV.

Só que a despeito da fanbase preguiçosa, Mestres do Universo acerta em algumas soluções de roteiro para driblar o baixíssimo orçamento. Como mostrar uma Eternia já em guerra, para justificar a ausência de personagens como Gorpo ou Gato Guerreiro. E ainda que não seja citado no roteiro (tudo bem, até podia ser), fica meio que claro que aqueles personagens já tinham “ido de ralo” ao longo do conflito.

Só que com produção mega bagunçada, e as dificuldades de nosso viking preferido com o idioma bretão, que ainda não tinha fluência, tornaram a coisa toda o retrato do caos, que só não foi maior, porque, justiça seja feita, Frank Langella (o Zorro e Drácula preferidos deste blog), tomou as rédeas de seu personagem, e escreveu a maioria dos diálogos de seu inesquecível Esqueleto.

Mestre do Universo pode até ter ficado muito distante do esperado nas bilheterias, e também por seu público lógico, mas Dolph Lundgren havia conseguido a “vitrine de protagonista” que precisava.

E é a partir daqui que vou começar a elencar, aqueles filmes que na humilde opinião deste escriba, tornam Dolph Lundgren, talvez um caso único entre os astros de ação de sua época.

O Justiceiro (The Punisher – 1989) – Este creio que todos se lembram. Muito antes da onda de filmes de quadrinhos varrer os cinemas, o sueco foi a primeira encarnação de Frank Castle, o Justiceiro.

Num filme que muitos defende até hoje ser a melhor representação do personagem criado por Gerry Conway. E que de quebra tem o inesquecível Louis Gosset Jr como coadjuvante.

O Grande Anjo Negro (I’m Come in Peace ou Dark Angel – 1989) – Por mais de uma vez citado, tanto aqui no blog, como em nosso canal no Youtube, este filme é um exercício sensacional de criatividade.

Ainda que sua ideia primária, como já dito aqui, tenha vindo do episódio do vampiro espacial Vurdalak de Spectreman.

Massacre no Bairro Japonês (Showdown in Little Tokyo – 1991) – Pensa nesta mistura. Dolph Lundgren, Brandon Lee e Tia Carrere, num filme dirigido por Mark L. Lester, o diretor de “Comando Para Matar”.

Resultado? Mais um clássico do exagero, como cenas que parecem, assim como em “Comando Para Matar”, extraídas de uma HQ ou de um desenho animado, e com algumas piadas que dificilmente passariam pela censura atual.

Soldado Universal (Universal Soldier 1992) – Aqui a coisa ficou séria. Pois a despeito das limitações dramáticas que Lundgren pudesse ter, neste pequeno clássico, dirigido por Roland Emerich antes das invasões alienígenas, o sueco usa justamente do que seria seu ponto fraco a seu favor.

E sua interpretação como o frio e psicopata Sargento Andrew Scott é perfeita, fazendo qualquer um ter receio de encontra-lo num beco escuro (ou iluminado também).

Fuga Mortal (Joshua Tree ou Army of One – 1993) – Este aqui confesso sem o menor pudor, é meu filme preferido de Lundgren.

O roteiro com um ritmo vertiginoso, e a direção segura de Vic Armstrong, o maior dublê da história, garantem você ficar grudado na poltrona (ou sofá) enquanto Santee, personagem do sueco, vai atrás de Severance (George Segal), um policial corrupto que o traiu. Filme que com todo merecimento consta em nossa lista de “Melhores Filmes de Ação dos Anos 90”, que publicamos lá no canal no Youtube.

Jonny Mnemonic - O Ciborgue do Futuro (Jonny Mnemonic – 1995) – Ainda que não sendo o protagonista deste filme que foi estrelado por Keanu Reeves, foi a primeira vez, e isto me recordo bem, que uma atuação de Lundgren recebeu elogios, com seu padre Karl Honig (sim, padre) ciborgue assassino.

Um filme que ficou meio esquecido até na carreira de Reeves após o sucesso de Matrix, mas que merece ser redescoberto, principalmente pela atuação do sueco.

Atirador de Elite (Silent Trigger – 1996) – Dirigido por Russel Mulcahy (Highlander), este é mais um filme do sueco que está na nossa lista de “Melhores Filmes de Ação dos Anos 90”.

Hermético, com apenas quatro atores tendo falas, com certeza um dos filmes mais diferentes da carreira de Dolph.

E obviamente não poderia também deixar de mencionar aqui sua participação na franquia “Mercenários”.

Seu retorno como Ivan Drago em “Creed II”.

E seu Rei Nereus em “Aquaman” e “Aquaman 2”.

Aliás, três papéis que quando vejo, sempre me vem a mente algo engraçado. Mesmo quando Lundgren faz papel de vilão ou traidor (tirando Soldado Universal), no fim ele sempre “se dá bem”, conseguindo perdão de todos (risos).

Fora isto, tem em seu currículo algumas passagens pela tevê.

No telefilme Blackjack (lançado aqui nas locadoras da época) onde foi dirigido por John Woo.

Como Kostantin Kover no seriado "Arrow"

Além de participações nos seriados Chuck e Arqueiro (Arrow).

Ah sim! E ainda se fez presente com sua voz na franquia “Minions” sendo o personagem Svengança. Nada melhor que um sueco para fazer um viking, não é?

E o que poucos fazem ideia. Lundgren já dirigiu cerca de sete filmes: The Defender, The Mechanik, Diamond Dogs, Missionary Man, Command Performance, Ícarus e Skin Trade.

The Mechanik, um dos filmes dirigidos por Dolph

Acho que está bom, né? Não, acho que não.

Pois seja lá qual for seu astro de ação preferido, fique sabendo que é do sueco o recorde absoluto de “mortes” na carreira, totalizando 1.107 mortes confirmadas (risos).

Porém, em 2015, nosso herói iria entrar em combate contra seu mais terrível inimigo, o câncer.

Os primeiros cinco anos após o diagnóstico do tumor no rim, pareciam até animadores, já que sua condição sempre foi descrita pelos médicos como “sob controle”, após o tumor ter sido retirado numa cirurgia. Contudo, em 2020, as coisas pioraram, pois novos tumores foram encontrados, inclusive um no fígado.

E o diagnóstico não poderia ser pior. A condição de Lundgren era considerada terminal. Mas buscando a força de um verdadeiro lutador, Dolph não se deu por vencido, e decidiu partir para um tratamento novo, que fez os tumores regredirem 90% e com os demais já em vista de serem retirados por cirurgia.

E eis que em novembro de 2024, Lundgren em entrevista dá a notícia que todos aguardavam. Estava livre da doença!

Uma vitória que com certeza combina muito com sua história. Celebrada pouco dias antes deste artigo ser publicado, junto aos amigos, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger.

Uma vitória da persistência e do carisma (algo que se tem ou não, e que não é possível ser comprado).

E que mostra que a Suécia no cinema não é só Ingmar Bergman ou Anitta Ekberg (risos).






 

domingo, 24 de março de 2024

10 Temas de Encerramento de Seriados

 

De maneira geral, quando pensamos em temas musicais de seriados, não importa se em live action ou em animação, o que nos vem à mente sempre são os icônicos temas de abertura.

Mas e os temas de encerramento?

Sim! Porque eles existem, e ainda que nem sempre lembrados, muitos marcaram época.

Por isto vamos “rememorar” alguns deles, com apenas uma única regra, de terem passado na tevê aberta aqui em Terra Brasilis.

Então aí vem eles...



 

10 – Ginga Ookami (Jaspion)





09 – O Tempo (Yu Yu Hakusho)





08 – Shooting Star (Cybercops - Os Policiais do Futuro)





07 – Geração dos Sonhos (Yu Yu Hakusho)





06 – Keep on Rolling (Jayce e os Guerreiros do Espaço)





05 – Rangers are Forever (Galaxy Rangers)





04 – The Parting (Patrulha Estelar 3 A Crise do Sol)





03 – Amor à Deriva (Yu Yu Hakusho)





02 – Quando o sol Brilhar Novamente/ A Carta (Yu Yu Hakusho)





01 – The Lonely Man (O Incrível Hulk)





quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Os Finais Mais Tapa na Cara da Cultura Pop

 

Existem alguns finais de estórias, não importa em qual mídia se apresentem, que quando nos deparamos com eles ficamos com sensações das mais diversas. Seja de um sabor amargo, chocados, ou até mesmo com a sensação de que nos fizeram de palhaços.

As vezes tais finais estão até dentro do contexto da obra, mesmo que não nos agrade, em outras vezes, parecem uma solução fácil criada por roteiristas preguiçosos, de qualquer maneira eles fazem parte da cultura pop tanto quanto super-heróis e fãs-malas.

Lógico que este artigo não tem como intensão (nem seria possível), citar todos ou a maioria destes “Finais Tapa na Cara”, apenas com os exemplos aqui citados mostrar aquilo que foi explanado ali no primeiro parágrafo.

Já avisando que se você que está lendo não gosta de spoilers, este artigo não é indicado para você (risos).

Para iniciar, preciso citar um final que me deixou bastante impactado à época em que o assisti, o do telefilme, posteriormente promovido aos cinemas, “Day After - O Dia Seguinte”.

O ator Jason Robards protagonizou...

...um dos finais mais chocantes já vistos

Filme oitentista feito para alertar sobre o “merdelê” que um conflito atômico de grandes proporções poderia gerar, mas que de todos os possíveis e desesperançosos finais possíveis, optou por mostrar o personagem vivido pelo veterano ator Jason Robards que era um importante médico na cidade em que morava, e obviamente de uma classe social mais abastada, em meio à um “surto” ao ver pessoas nos escombros do que um dia foi sua casa, acabando, assim como o espectador, levar uma lição sobre o que de fato importa na vida.

"A Família Dinossauro" e seu final coerente

Só que se for para falar de fim do mundo, acredito que, ao menos na época, muita gente tenha ficado meio que travada no sofá de casa por alguns segundos diante do final de “Família Dinossauros”.

A série que se notabilizou por um subtexto (muitas vezes nem tão sub assim) que conversava (e as vezes gritava) sobre assuntos muito reais, nada mais do que retratou em seu episódio final o que pudemos assistir durante toda a jornada de Dino, Fran, sua família e amigos, ou seja, o resultado fatídico de toda uma cultura rasa e de soluções fáceis, que no fim cobrou seu preço.

Mas quando o fim não vem de uma só vez? E quando ele se arrasta por três ou quatro capítulos, com os protagonistas de uma série, queridos pelo público sendo tragados por um turbilhão de infortúnios que nem Hardy Ha Ha, a hiena das animações da Hanna-Barbera, poderia imaginar?

"Nova York Contra o Crime"

Foi mais ou menos isto que aconteceu com a aclamada série “Nova York Contra O Crime”. Pois o detetive Booby Simone (Jimmy Smits) de uma hora para outra fica doente e... Bem o resto você pode imaginar. E o pior, que o grande protagonista da série, o detetive Andy Sipowicz (o icônico Dennis Franz), que passou sua maior parte sendo um alcoólatra pouco confiável, quando parece estar vendo sua vida retornar a um rumo bacana, inclusive sendo pai após vários anos, é abalroado pela morte da mulher, deixando-o com um bebê para criar.

Gostaria muito de dizer que os roteiristas estavam corretos aqui, pois a série, que foi uma pequena divisora de águas no que diz respeito a linguagem mais realista que usava, estaria tendo um final coerente.

Mas não! O final de “Nova York Contra o Crime” é um daqueles casos que resolveram forçar a realidade até seu limite, e por consequência acabando por ultrapassá-los, se tornando algo difícil de engolir.

Contudo, quando faço um rápido exercício de memória, para lembrar de um final “difícil de engolir”, é impossível esquecer do absurdo final de “Alf O Eteimoso”, a clássica sitcon dos anos 80, sobre o alienígena atrapalhado vindo do planeta Melmac, cuja a nave se acidenta por aqui, e é acolhido pela família Tanner.

"Alf" e seu final...

Um episódio que terminava com Alf sendo capturado pelos militares, deixando principalmente a criançada que acompanhava o programa sem chão, e que segundo explicações posteriores dos produtores do show, foi concebido apenas como gancho para uma temporada seguinte que acabou não acontecendo.

...que deixou uma geração perplexa

Só que a desculpa esfarrapada nunca colou, e anos depois resolveram tentar conter a hemorragia com esparadrapo através de um longa-metragem que mostrava qual teria sido o destino do alienígena mais querido da tevê. Mas a coisa toda é um verdadeiro desastre no qual o arremedo de roteiro tenta convencer a todos que o personagem ficaria quieto e de boa ao saber que os Tanner tinham sido enviados pelo governo para morar na Islândia.

"O Sexto Sentido" - Roteiro bem amarrado

E por falar em ser “enviado”, não dá para esquecer do final de um filme que sei que muita gente deve até ter desconfiado do que estava acontecendo, mas este escriba aqui em sua humilde humildade admite que se deixou absorver pela trama e não se deu conta do que estava bem na sua cara, e lógico falo de “O Sexto Sentido”.

Filme que admito, apenas no fatídico desfecho percebi que o personagem de Bruce Willis já tinha sido “enviado” para o outro lado da existência desde o começo da película.

"O Santuário" e seu final impensável

Mas calma, pois os filmes de ação, que em geral são pautados por um grau elevado de previsibilidade em seus desfechos, afinal qualquer ser humano em uso sadio de suas faculdades mentais quer ver o herói (as vezes anti-herói, eu sei) vencendo o vilão e tendo um fim minimamente digno, também possuem representantes com seus finais inesperados.

Em “ O Santuário”, filme que figura na nossa lista de “Os 10 melhores filmes de ação dos anos 90”, Luke Novak, personagem de Mark Dacascos, que para sumir do mapa e fugir dos desafetos tinha se tornado padre, acaba sendo “convocado” devido suas habilidades extra sacerdotais, para trabalhar da forma mais improvável que o espectador poderia imaginar para a entidade da qual fazia parte.

Acredito que você que chegou até aqui neste texto provavelmente deve estar sentindo a ausência de algum exemplo de animação, não é?

Mas calma, eles existem sim...

O episódio maldito de Superamigos

Há o censurado episódio "Hitchhike" dos “Superamigos” que já citamos aqui no artigo “Episódios Malditos”, no qual a partir da fala de um policial, fica claro que o bandido preso pelos Super-Gêmeos era um psicopata que já teria feitos outras vítimas anteriormente.

 

Consegui assistir este episódio tempos atrás, mas a cena final na delegacia acabou sendo editada pelas razões que você já deve imaginar.

A primeira e "tapa na cara" versão de O Cometa Império

Fora que antes disto, pelos idos da década de 1970, lá no Japão, uma certa obra que passamos a conhecer aqui no Brasil anos depois por “Patrulha Estelar”, surgia nos cinemas nipônicos com um longa-metragem que contava a primeira versão da saga do Cometa Império, e seu final, que promovia a matança completa dos personagens.


      Foi um tapa na cara tão grande no público na época, que provocou uma onda até ali impensável de protestos dos fãs, que fizeram os produtores desconsiderarem o que tinha sido feito, e realizando a saga que tão bem conhecemos, e que a Rede Manchete passou por aqui.

E falando em Japão, “Spectreman” o clássico tokusatsu, é bem profícuo em finais tapa na cara, mas talvez o mais famoso (e quase traumático) seja o do episódio “Uma Arma Para Spectreman”, no qual após vencer o monstro criado pelo Dr.Gori, nosso herói se vê obrigado a matar uma monstro fêmea (esta não criada pelo vilão do seriado), que estava furiosa por ter perdido seu filhote quando do embate do protagonista com o monstro-vilão.

E cuja cena final mostra o que seriam os espíritos da monstra e seu filhote enfim juntos indo para o céu.

E por falar em mortes, vou me permitir citar um episódio final que até chegou a ser escrito, mas que devido a providencial ação de uma filha do autor não chegou nem a ser produzido.

Tudo bem! Eu sei! Se não foi produzido, nem deveria estar aqui...

Mas talvez esta seja minha forma de surpreender vocês (risos).

E me refiro a nada mais, nada menos, que “Chaves”!

Quase que "Chaves" ganhou o maior "Final Tapa na Cara" de todos os tempos

Não é novidade para ninguém que Roberto Gomez Bolanõs, criador e intérprete do icônico personagem vez ou outra se permitia “pesar a mão”, jogando doses de drama no roteiro, como no episódio em que Chaves é acusado injustamente de ser ladrão.

Bem, com o seriado já tendo seu deadline estipulado pela Rede Televisa, e bastante descaracterizado do que tinha sido um dia, Bolanõs resolve colocar um fim ao seu “menino órfão”. E pelo roteiro escrito, nosso querido Chaves morreria atropelado no último episódio.

E não, isto não é lenda urbana, pois a filha de Bolanõs tempos depois de sua morte confirmou que seu pai de fato chegou a escrever este roteiro. Mas que ao bater o olho no que pai tinha escrito, não parou de perturbá-lo até conseguir demovê-lo da ideia de matar o tão querido personagem.

Portanto, finais tapa na cara, são na humilde opinião deste escriba algo que vai acompanhar a cultura pop por toda sua existência, mas que se não forem muito bem sedimentados ao longo da estória, derrubam qualquer argumento, por melhor que este possa ter sido escrito.

 

Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...