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sexta-feira, 24 de março de 2023

Michael Reaves - O Verdadeiro Rei das Manhãs!

 

Em geral quando pensamos em animações feitas para tevê, nos vem a mente os nomes de produtoras famosas e seus criadores como Hanna-Barbera, Ruby&Spears ou a Filmation, todas estas aliás já representadas aqui no blog com seus devidos artigos.

Mas isto é antes de tudo resultado do trabalho de muitos talentosos artistas. E foi com extremo pesar que apenas um mês após a passagem do grande Leiji Matsumoto, recebo a notícia de que Michael Reaves, talvez o mais célebre escritor para animações norte-americano também nos deixou.

Portanto, convido você que está lendo a embarcar no reino de Michael Reaves, o verdadeiro rei das manhãs.

James Michael Reaves, nasceu em San Bernardino, Califórnia, em 14 de setembro de 1950.

Mesmo não indo bem na escola, onde era considerado um aluno bem fraco, tinha, porém, uma carta escondida, pois sempre gostou de escrever. E começou cedo suas tentativas de viver daquilo que escrevia, mas até 1972 não logrando nenhum êxito. Até que neste ano foi aceito num workshop para escritores de ficção em Michigan.

Daí então se mudou em 1974 para Los Angeles, onde trabalhou imaginem onde? Numa livraria!

Mas também teve que labutar bastante numa das lojas da Sears, uma rede de lojas de departamento, que inclusive teve lojas aqui em Terra Brasilis durante alguns anos.

"A Poderosa Ísis" abriu as portas para Michael Reaves

Até que em 1975 conseguiu vender seu primeiro roteiro para a produtora Filmation, que se transformou num episódio da série live action da Poderosa Ísis. Fazendo sua transição para a mídia que o iria consagrar em 1976, escrevendo ainda para Filmation roteiros para a animação da “The Archie/Sabrina Hour”.

"I, Alien" - o primeiro romance de Reaves

E já em 1978 lançou seu primeiro livro, um romance para jovens chamado “I, Alien” (ainda assinando como Reeves ao invés de Reaves), e um outro mais voltado para o considerado público adulto, “DragonWolrd”, co-escrito com Byron Press.

Mas como em outros textos já publicados aqui, vou dizer que tudo que havia acontecido até então se tornaria apenas um ensaio para o que estava por vir.

Chegamos a década de 1980!

E a partir daqui Reaves passaria a cunhar de vez seu nome como um dos mais prolíficos escritores para séries, tanto em animação quanto live action que já existiram.

Nem vou tentar aqui neste texto citar todas as produções em que Michael Reaves esteve presente ao longo daquela década pois seria loucura. Mas como alguns exemplos temos:

Blackstar,

Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos,

Flash Gordon,

Pole Position,

Centurions,

Os Caça-Fantamas (aqueles do filme, não aqueles da Filmation),

He-Man e os Mestres do Universo (aliás, Reaves se envolveu em quase todas as produções do herói de Eternia, a exceção da última versão produzida pela Netflix),

As Tartarugas Ninjas,

Superman,

E lógico nossa querida Caverna do Dragão.

 

Para o qual coube a Reaves escrever o lendário último episódio que acabou não sendo produzido e se tornou lenda urbana por décadas.

Sendo que a série para o qual mais escreveu neste período (63 episódios) foi Os Smurfs, passando longe do espectro da aventura que mais o consagrou.

Ainda nesta área uma interessante porta se abriu para Michael Reaves quando escreveu para as séries animadas “Ewoks” e “Droids”, pois permitiu ao escritor adentrar no universo de Star Wars, escrevendo por exemplo o romance Darth Maul: Shadow Hunter.



Mas não apenas as animações usufruíram do talento de Reaves nesta época, estando presente em alguns seriados live action como: Capitão Power e os Soldados do Futuro, Além da Imaginação e até Jornada nas Estrelas: A Nova Geração.

E ainda sobrou até um tempinho em 1987 para sua estreia nos quadrinhos em “Teen Titans Spotlight #14”, numa estória que envolvia o Asa Notuna e o Batman.

Parece muito? Sim parece. Mas acredite, o melhor ainda estava por vir com a chegada dos anos 1990.

Não que tal “vírgula temporal” signifique algo para um artista que sempre produziu tanto, e em geral com uma qualidade acima de seus contemporâneos.

E o que Michael Reaves faria se tornaria absolutamente icônico.


Pois ao mesmo tempo em que escrevia para seriados como The Flash (sim, aquele mesmo com John Wesley Shipp) e O Jovem Hercules.

Se envolvia nas mais variadas produções de animação como Fantasma 2040 e a série animada do Monstro do Pântano.

E como não poderia deixar de ser, James Michael Reaves, esteve presente naquelas que seguramente são as séries de animação para tevê mais importantes daquela década: Batman The Animated Series e Gárgulas!

Em Batman TAS, foi autor e coautor de 28 episódios.

Reaves ganhou um Emmy pelo roteiro de "Coração de Gelo"...

Dentre estes “Um Sonho Por Acaso”, que era o preferido de Kevin Conroy, o ator que dava vida ao Morcegão, e o icônico “Coração de Gelo” que redefiniu a origem de Mr.Freeze, tornando-o um vilão de primeiro escalão, e pelo qual Reaves, junto com Paul Dini, Martin Pasko e Sean Catherine Derek, ganhou um Emmy.

...além de co-escrever o clássico "A Máscara do Fantasma"

Sem falar que junto novamente a Paul Dini, Martin Pasko e Alan Burnett, foi um dos responsáveis por aquele que é considerado por muitos, o melhor longa-metragem do Batman até hoje, “A Máscara do Fantasma”.

A moral de Reaves era tão alta, que a despeito da briga interna que fez boa parte da equipe de Batman TAS ir para Disney realizar Gárgulas, ele foi o único roteirista que conseguiu transitar livremente entre as duas produções ao mesmo tempo.

Reaves foi o único roteirista a ter transito livre entre as séries Batman TAS e Gárgulas

E sua participação em Gárgulas foi tão importante quanto na série do cavaleiro das trevas, estando presente em cerca de 22 episódios das aventuras de Golias e seu clã.

Dentre estes a saga inicial de cinco partes, “Despertar”. E o famoso, e graças a pais histéricos, “polêmico” (sim coloquei aspas aí) episódio, “Força Mortal” pelo qual chegou a receber uma indicação ao prêmio Annie, o Oscar da animação em terras estadunidenses.

Elisa Maza baleada - Cena do episódio Força Mortal

Porém com a chegada dos anos 2000, Reaves teve que lidar com um adversário inesperado, a Doença de Parkinson. O que o levou a escrever um blog relatando sua luta contra a doença.

Obrigando nosso herói a progressivamente se retirar da correria que eram as produções televisivas. Ainda assim, nesta época co-escreveu com Alan Burnett o longa-metragem de animação do Batman, “O Mistério da Mulher-Morcego”, e um episódio para Jornada nas Estelas – New Voyages.

A trilogia "Interworld"-  O último grande trabalho

Seu último grande trabalho foi uma trilogia de livros chamada “InterWorld” escrita em conjunto com Neil Gaiman e com sua única filha, Mallory.

Deixando para todos nós não apenas um baú repleto de memórias maravilhosas, como um legado de talento e uma lição de vida de como buscar seus sonhos os tornando reais, criando um círculo virtuoso, fazendo outros tantos tornar seus próprios sonhos realidades.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

As 10 Melhores Aberturas de Os Simpsons

 

Depois de muito tempo, enfim a série de animação mais longeva da história da tevê chega ao “Enquanto Isso na Ponte de Comando”.

E se ao longo dos anos a qualidade dos episódios pode até ser questionada, se tem algo que sempre gera expectativa são suas aberturas que volte e meia nos surpreendem. As vezes com meras citações nas famosas “piadas do sofá”, mas as vezes sendo completamente alteradas.

E nesta lista este humilde escriba elencou dez aberturas que considera icônicas.

Algumas com pequenos prefácios, outras que só pelo título são autoexplicativas. Sendo assim, lá vem elas... 

As 10 Melhores aberturas de “Os Simpsons”!

 

10 – Guerra nas Estrelas



09 – Jornada nas Estrelas



08 – Pixels



07 – Game of Thrones



06 – Episódio 500: Aqui temos várias piadas do sofá que ocorreram ao longo dos anos.



05 – O Hobbit



04 –  Abertura de Bansky: Bem, caso você que esteja lendo não ligue o nome à pessoa, Bansky é um artista de rua britânico famoso por grafites que criticam com ironia a sociedade. E nesta época a produção de “Os Simpsons” estava envolta numa polêmica de que usava mão de obra escrava sul-coreana. E já interessados em fazer uma homenagem ao artista o que fizeram? Contrataram ele para dirigir aquela que para alguns é considerada a abertura mais perturbadora do seriado até hoje.



03 – A Casa dos horrores XXIV: A “Casa dos Horrores” é aquele episódio especial para o Halloween, clássico do seriado. Só que neste caso resolveram caprichar, e abarrotaram a abertura com diversas referências a obras clássicas de terror e ficção fantástica.



02 -  Filme de arte russo



01 – LA-Z Rider: Trocando em miúdos, uma maravilhosa homenagem aos seriados e a cultura pop dos anos 1980.







 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

10 Excluídos das Listas de 2019


Assim como em 2018, no ano que passou algumas listas foram lançadas aqui no blog. E lógico que alguns nomes e citações ficaram de fora delas.
Então vamos lá... 10 Excluídos das Listas de 2019!



10. As 10 melhores cenas de filmes de super-herói...até agora:
Batman luta no armazém (Batman Vs Superman): Muito pode se criticar neste filme, que destruiu com o cerne de seus personagens protagonistas em prol de uma deturpada e perturbada dita visão do diretor do filme. Mas é inegável que esta cena é feita com uma fluidez invejável e com uma plasticidade poucas vezes vistas.



09. As 10 melhores cenas de filmes de super-herói...até agora:
A chegada dos heróis (Vingadores Ultimato): Este filme é um dos piores exemplos de como se trabalhar o tema “viagem no tempo” que já tive o desprazer de assistir. Num roteiro que parece ter sido escrito por Homer Simpson após sair do bar do Moe. Mas é inegável que após toda a colcha de retalhos, esta cena é capaz de cativar até o mais cético dos espectadores.



08. As 10 melhores cenas de filmes de super-herói...até agora:
Superman esmigalha os dedinhos de Zod (Superman II): Ao contrário do que sua última versão cinematográfica tentou passar, Kal-El pode até ser meio ingênuo às vezes. Mas com certeza, burro não é. E esta cena demonstra perfeitamente isto. Zod que o diga...



07. As 10 melhores cenas de filmes de super-herói...até agora:
Batman Vs SWAT e Bandidos do Coringa (Batman O Cavaleiro das Trevas): Tudo aquilo que o personagem de fato é, sintetizado numa só cena. A inteligência, sagacidade e até capacidade de improvisação, numa cena onde nada parece ser o que é. Bandidos que são reféns, paramédicos que são bandidos e de que quebra ter de lidar com uma intervenção da SWAT, tudo ao mesmo tempo.



06. Os 10 Policiais Mais Icônicos da Ficção: Harvey Bullock (Batman)
Este ficou de fora da lista original por muito pouco. O controverso detetive da polícia de Gotham merece ser lembrado tanto por suas versões nas HQ’s, quanto na série animada Batman TAS, e até na série "Gotham"...





05. Os 10 Policiais Mais Icônicos da Ficção: T.J. Hooker (Carro Comando)
Algumas pessoas reclamaram (e com razão) da ausência do oficial Thomas Jeferson Hooker. O papel que fez algo que parecia impossível, desvincular, ainda que um pouco, a figura de William Shatner do eterno capitão Kirk de Jornada nas Estrelas.



04. Os 10 Policiais Mais Icônicos da Ficção: Jim Malone (Os Intocáveis)
Ele já tinha aparecido aqui na lista dos “10 Personagens Coadjuvantes Melhores Que Os Protagonistas”. E voltou agora, pois também precisa ser citado como uma dos policiais mais icônicos da ficção com certeza.





03. Os 10 Capitães Mais Icônicos da Ficção: Harlock (Capitão Harlock e a Nave Arcadia)
Esta é a segunda obra mais conhecida de Leiji Matsumoto. E foi mais um caso que por pouco não entrou na lista.





02. 10 Personagens Coadjuvantes Melhores Que Os Protagonistas: Jezebel Jade (Jonny Quest).
Uma das maiores incógnitas da cultura pop até hoje. Por que a bela mercenária/espiã nunca teve, ao menos nas animações, uma participação maior?





01. 10 Filmes Para Desafiar Sistema e Inspirar a Rebelião: Serpico
Quando fiz esta lista, decidi deixar de fora este clássico, pois a intenção era fazê-la com filmes 100% ficcionais. Contudo, o filme protagonizado por Al Pacino, baseado em fatos reais, que conta a saga de Frank Serpico, um policial idealista, em meio a corrupta polícia de Nova York no começo dos anos 1970, precisa ser sempre citado, quando se trata de entendermos como o sistema pode jogar sujo.

Frank Serpico  e Al Pacino







terça-feira, 20 de agosto de 2019

Os 10 Capitães Mais Icônicos da Ficção


Desde o começo da assim chamada cultura pop, a figura de capitães tem sido uma constante.
Por isto esta lista. Mas deixando claro que aqui só entram aqueles personagens que tem patente militar e/ou são ou foram comandantes de alguma belonave.
Então vamos embarcar em... Os 10 Capitães Mais Icônicos da Ficção.



10 – Nathaniel Adam , o Capitão Átomo (DC Comics)




09 – Roberto Nascimento (Tropa de Elite)




08 – Steve Trevors (DC Comics)




07 – Avatar/Juzo Okita (Patrulha Estelar/ Yamato)




06 – Archibald Haddock (As Aventuras de TinTin)


05 – Derek Wildstar/ Sussumu Kodai (Patrulha Estelar/ Yamato)




04 – Nemo (20.000 Léguas Submarinas)




03 – Jean Luc Picard (Star Trek Next Ganeration)




02 – James Tiberius Kirk (Star Trek)




01 – Steve Rogers, o Capitão América (Marvel)






Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...