terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

10 Filmes Que Jamais Deveriam Ter Tido Uma Sequência

Há filmes que mesmo não sendo revolucionários, ou absolutamente icônicos, são muitos bons. Mais que isto, pois dentro daquilo que cada um se propõe são perfeitos, e de forma nenhuma precisariam ter uma continuação.
Mas vai colocar isto na cabeça dos executivos dos estúdios. Lógico que isto não acontece, pois se trata de uma indústria (milionária) e aí lá vêm as sequências cujo maior mérito acaba sendo destruir com a magia que o primeiro filme criou...

Sendo assim, lá vai: 10 Filmes Que Jamais Deveriam Ter Tido Uma Sequência.

10 – Robocop: Ainda que o segundo filme sobre o tira ciborgue não seja algo tão ruim, e tenha sido dirigido pelo competente Irvin Keshner (O Império Contra Ataca), seu roteiro mais quebrado que arroz de terceira, tirado de um argumento original escrito por Frank Miller com todos os seus toques de exagero, quebraram com a visão crua e até mesmo heroica do clássico de 1987 dirigido pelo holandês Paul Verhoven. E nem vou falar aqui do que foi feito depois.





09 – Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s Wolrd): Nascido como um quadro do humorístico Saturday Night Live, esta comédia que satiriza várias das facetas e mitos sobre o mundo do rock nem de longe realmente tem a ver com o título que ganhou no Brasil. Com sacadas muito inteligentes que jamais se transformam em deboche (algo muito comum em filmes que abordam o mesmo tema) chega ao ponto de ter pequenos momentos de crítica (ou autocrítica), mas nada disso foi oque se viu em sua sequência.




08 – Poltergeist, O Fenômeno: O clássico do terror de 1982 dirigido por Tobe Hooper, baseado numa ideia de Steven Spielberg (que reza a lenda teria terminado de dirigir o filme após desentendimentos com Hooper), é por várias razões um caso raro de um filme do gênero que se propõe, e consegue fazer um pouco mais que simplesmente dar sustos em plateias incautas e que por sorte veio antes da onda do chamado “Terrir”. O que veio depois... Bem vamos ficar com o clássico mesmo né?




07 – Agarre-me Se Puderes: O filme protagonizado por Burt Reynolds e Sally Fields, sobre um caminhoneiro conhecido por “Bandido” que aceita uma aposta de trazer uma carga de cerveja do Texas até a Georgia em 28 horas, é um dos mais divertidos e bem pensados casos de filmes protagonizados por anti-heróis que já foram feitos, contudo, suas sequências foram cada uma pior que a outra, sem nem um pingo da agilidade de roteiro do filme original e com um humor muitas vezes extremamente forçado.




06 – Velocidade Máxima: Um ex-policial psicopata especialista em explosivos coloca uma bomba num ônibus que se diminuir a velocidade vai explodir. Uma ideia aparentemente doida, mas que com um roteiro preciso e uma ótima inteiração de todo seu elenco funcionou perfeitamente. Mas não é que resolveram fazer uma sequência disto? E pior, a protagonista Sandra Bullock aceitou repetir seu papel que no primeiro filme era muito bem escrito, mas que no segundo...




05 – Comando Delta: Se você que está lendo este artigo acompanha o blog, já deve ter lido o artigo que escrevi sobre este clássico do cinema de ação, e todos os motivos que o tornaram um ponto fora da curva para os filmes do gênero, fazendo-o uma obra atual mesmo mais de trinta anos depois de seu lançamento. Mas aí estamos falando de Cannon Group, e a sequência foi mais que inevitável, repetindo Chuck Norris no papel do agora coronel McCoy. Só que aí usando do batido padrão da produtora de Menahen Golan e Yoran Globus, com um roteiro qualquer nota, sem um elenco de apoio como o do primeiro filme e nem mesmo a trilha sonora do mestre Alan Silvestri. Não podia dar em boa coisa mesmo.





04 – Águia de Aço: A história do jovem Doug Masters que com a ajuda de um piloto veterano Chappy Sinclair (Louis Gosset Jr, excelente) criam um plano para resgatar o pai de Doug, feito prisioneiro após ter seu avião abatido, é um típico produto de sua época. Mas também um excelente exemplo que mesmo um filme clichê, quando bem trabalhado e fazendo o público se importar com seus personagens, pode marcar gerações, ainda mais quando vem acompanhado de uma trilha sonora com nomes de peso do rock como Queen e Dio. Mas oque se vê em suas sequências aos poucos são uma aula de como não se fazer aquilo que o primeiro filme fez tão bem, ainda que o segundo tenha ainda uma razoável trilha sonora, mas os demais nem isto.





03 – A História Sem Fim: Esta maravilhosa fábula de 1984 abriu as portas de Hollywood para o alemão Wolfgang Petersen e se tornou merecidamente cult (ao contrário de outros filmes) por seu roteiro inteligente e até mesmo profético, sem falar em seus cativantes personagens. Mas parece que os produtores começaram a acreditar demais no título do filme, e aí a magia se quebrou.





02 – Duro de Matar: Merecidamente considerado pela esmagadora maioria das pessoas como o filme que mudou a história do cinema de ação, este clássico absoluto,  dirigido por John McTiernan (Predador) se tornou a influência direta para pelo menos uma dezena de outros filmes que procuraram repetir sua fórmula. Contudo, apesar de todas as cópias existentes é lógico que os executivos do estúdio não poderiam deixar de espremer John McClane até as últimas gotas de sangue e suor, e é óbvio que nenhuma de suas sequências conseguiu repetir suas altas doses de tensão, bom humor e encanto, que contagiaram até mesmo aqueles que não são lá muito fãs do gênero.





01 – Highlander: “Só pode haver um!”. Esta icônica frase que era dita cada vez que um dos imortais que eram protagonistas do filme vencia uma luta na qual terminavam cortando a cabeça do adversário para em seguida absorver seus poderes e conhecimento, deveria ter sido levada bem a sério por seus produtores, que até ressuscitar o personagem de Sean Conery fizeram para justificar um roteiro pra lá de louco que jogou toda a magia e lirismo do original no lixo, transformando os protagonistas em alienígenas. Não ouviram o próprio conselho, e deu no que deu.


















quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Galaxy Rangers

“Em 2086, dois pacíficos alienígenas vieram a Terra pedindo nossa ajuda.
Em troca, deram-nos o projeto para o nosso primeiro Hyper Propulsor, permitindo que a humanidade abrisse as portas para os astros. Foi convocada uma equipe de raros indivíduos para proteger
a Terra e os nossos aliados. Corajosos pioneiros,
comprometidos com os mais altos ideais de justiça e dedicados
a preservação da Lei e da Ordem, através da nova fronteira.
Estas são as aventuras dos Cavaleiros da Galáxia!”


Se você que está lendo reconheceu o texto acima, então sabe exatamente oque vem pela frente. Vamos falar de Galaxy Rangers!



Em 14 de setembro de 1986, estreava na tevê norte-americana As Aventuras dos Galaxy Rangers. Série de animação criada por Robert Mandell e produzida em associação com a Gaylord Entertainment Company.
Uma grande miscelânea de vários elementos que iam das tradicionais histórias de exploração espacial, abdução e space opera, passando pela escancarada inspiração em westerns, e se aventurando até na abordagem de temas como paranormalidade.



Na história, como a própria narração conta, no ano de 2086, dois alienígenas, Waldo e Zozo, vindos dos planetas Andor e Kirwin, fazem contato com os humanos, pedindo nossa ajuda a fim de combater o expansionismo impiedoso do chamado Império da Coroa, liderado pela autoproclamada Rainha da Coroa.

Zozo e Waldo - A chegada dos alienígenas muda os rumos da huminadade

Que para manter sua energia vital e psíquica, que a fazia possuir contato telepático com cada um de seus soldados, os tornando uma extensão dela, aprisionava seres de outras raças dentro das chamadas psicocriptas de onde sugava suas energias, controlando o processo através dos psicocristais, com isto quase extinguindo os Gherkhins, uma raça que tinha muito da energia que a vilã precisava.

A Rainha da Coroa

Para combater tal ameaça é criado então o B.E.T.A (Bureau for Extra-Terrestrial Affairs / Bureau para Assuntos Extraterrestes), que dentro dele tinha os chamados Galaxy Rangers, sua polícia ou braço armado. Porém, dentro dos próprios Rangers é criada uma unidade especial, com indivíduos que teriam suas características únicas maximizadas através de implantes existentes em seus distintivos.

Zachary Fox, Niko, Doc e Gooseman - Cada um com uma habilidade especial

Comandados por Joseph Walsh, esta pequena equipe tinha como líder de campo o capitão Zachary Fox, cuja esposa Elisa havia sido capturada pela Rainha da Coroa e que tinha no braço biônico uma poderosa arma de raios; Walther “Doc” Hartford, um gênio da computação cujos programas especiais literalmente se comunicavam diretamente com ele; Niko, uma paranormal com uma vasta gama de aplicações aos seus poderes; e Shane Gooseman, um metamorfo que ganhou tal característica após ter sido feito de cobaia dentro de um programa militar secreto, o “Super Soldado”.

Joseph Walsh - O comandante do B.E.T.A

Aqui se faz necessário abrir um parêntese, pois muito se especula que a personalidade e o arco que envolve o passado de Gooseman, ou Goose para os amigos, teriam sido inspirados no personagem Wolverine, já que volte e meia este resolvia sair sozinho em missão ou desobedecer as ordens, quando para isto trocava de roupa, substituindo o uniforme branco e azul por uma roupa toda preta, além de ter um arquirrival proveniente deste passado, o mercenário Ryker Killbane.

Goose em seu traje negro

Mas isto, lógico, se for verdade, é apenas mais uma prova de como Mandell conseguiu costurar uma incrível colcha de retalhos com imensa coesão, tanto que já havia mencionado no texto que fiz sobre Patrulha Estelar, de onde veio a ideia para os cavalos-robôs, e que aqui eram verdadeiros parceiros dos protagonistas, pois assim como seus “donos”, Triton, Brutus, Mel e Voyager possuíam cada um temperamento próprio.



Isto sem contar toda uma galeria de outros personagens que entraram para o inconsciente coletivo como o pirata Capitão Kid; o assustador vilão Espantalho (inspiração em Batman?); o androide Buzzwang; e o almirante Owen Negata, ou ao menos oque tinha sobrado dele, pois este se limitava apenas ao cérebro, que preservado vivia dentro de uma plataforma suspensa numa incrível extrapolação dos limites da tecnologia.

Capitão Kid, o Espantalho, Buzzwang e o almirante Owen Negata

E por falar em tecnologia não há como não citar, que a animação foi uma das primeiras (na minha memória a primeira), que inseriu computação gráfica em meio aos elementos manualmente desenhados, na forma dos “avatares” que representavam os programas que comandavam as naves dos Rangers.



Tudo isto embrulhado numa ótima trilha sonora, que infelizmente a maioria daqueles que assistiam a animação nos anos 80 nem fazia ideia existir, pois além de “No Guts No Glory” o excelente tema de abertura e de “Rangers Are Forever” a música de encerramento cantada por Steve Overland vocalista da banda de AOR/Hard Rock FM, outras canções como “Somewhere A Heart” e “Psycho Crystal” compõe um cenário musical que até hoje poucas vezes foi feito para uma animação produzida para a tevê.


Isto antes mesmo deste tipo de característica se tornar algo popular no Japão, país que produziu a maior parte de suas células de animação através da Tokyo Movie Shinsha (TMS Entertainment).

E devidamente recheado com ótimos roteiros que não apenas focavam na ação, mas também nos problemas e angústias de seus protagonistas, passando muito longe de 99% do que se via na época.
Tudo feito de acordo com o desejo de seu idealizador, que em entrevistas anos depois sempre declarou que sua intenção, como de todos os profissionais envolvidos, era antes de tudo entregar um bom show, e não simplesmente criar um entretenimento esquecível feito para vender brinquedos.


É lógico que há de se imaginar que tal qualidade fosse gerar representações em outras mídias, certo?



Mas seguindo aquilo que já citei algumas vezes, e parece ser o caminho comum de todas as obras deste tipo, que procuram entregar algo mais, Galaxy Rangers apenas se limitou a ganhar uma revista em quadrinhos de vida curta, que foi publicada pela Marvel do Reino Unido, e distribuída apenas por lá.



Sendo que segundo o próprio Robert Mandell, em entrevista para uma fanpage anos atrás, nunca houve negociações formais para que a animação ganhasse uma versão live action para os cinemas, com apenas um contato informal que foi feito ainda na época que animação se encontrava no auge de sua popularidade, mas cujo autor se negou a revelar de qual estúdio teria partido.




Colocando assim As Aventuras dos Galaxy Rangers no seleto hall daquelas obras raras, que infelizmente acabou sendo descontinuada ao fim de apenas 65 episódios, mas que sempre irá ocupar um lugar de destaque no coração daqueles que querem mais, tanto os que o assistiram lá nos distantes anos 80, como aqueles que a descobrem nos dias de hoje.

♫ Somewhere in the future
Far away from here
Trouble is waiting
On the last frontier

Into these worlds of unknown danger they ride
They're the galaxy rangers
Heroes in the sky

No guts no glory
No pain no gain
One for all, all for one
Riders on the range

No guts no glory
We're taking a stand
Ready to prove it again ♫

DOWNLOAD LINK


Galaxy Rangers - Download - Completo




quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Gigante de Ferro


Pode uma história que é puro clichê, sobre um menino filho de mãe solteira, deslocado e sem amigos, e que trava uma improvável amizade com um ser que chega do espaço, se tornar uma obra única e icônica, capaz de encantar gerações?
Se você respondeu que SIM? OK. Você está certo.
Mas se você pensou naquele filme de 1982 dirigido por Steven Spielberg, então lamento dizer que você errou.

Hoje vamos falar sobre, O Gigante de Ferro.



Baseado no romance “Iron Man”, escrito pelo britânico Ted Hughes, o longa-metragem de animação começou seu desenvolvimento em 1994, porém, quase não tinha saído do estágio das “ideias” até que em 1996 o projeto foi dado ao então estreante Brad Bird, hoje famoso por outras animações como “Os Incríveis” e “Ratatouille” e até por filmes live action como “Missão impossível - Protocolo Fantasma”.

Brad Bird e o personagem que lhe faria famoso.

Recebendo na mesma época o providencial reforço de Pete Townshend, guitarrista da banda The Who, que já havia feito um musical que adaptava o livro, e que passou a ser produtor executivo do filme, Bird convocou o roteirista Tom McCanlies,  finalizando a estória em pouco tempo , tendo a aprovação imediata de Ted Hughes, que infelizmente faleceu antes de sua estreia, e por isto o filme é dedicado a ele.

Pete Townshend - O músico já havia adaptado o livro de Hughes e se tornou produtor da animação.

Na estória, passada em 1957, numa cidadezinha do Maine, nordeste dos Estados Unidos, Hogarth Hughes um garoto cuja mãe, Annie - que ganhou a voz da atriz Jenifer Aniston - trabalhava de sol a sol como garçonete numa lanchonete, encontra (ou seria, é encontrado?) por um gigantesco robô que veio do espaço.

Annie, a mãe de Hogarth ganhou a voz de Jenifer Aniston

Um robô projetado para ser uma arma mortífera - que ganhou a voz de um praticamente desconhecido até então Vin Diesel. Mas que possivelmente devido a uma pancada que recebeu, pois tinha uma marca de amassado na cabeça, havia perdido parte de sua memória (ou seria programação?).

O até então, quase desconhecido Vin Diesel emprestou sua voz para o gigantesco protagonista.

E entre os dois vai se estabelecendo uma amizade, na qual ao mesmo tempo em que Hogarth encontra no robô o amigo que não conseguia ter naquela cidadezinha, também passa a ensiná-lo sobre várias questões sobre a vida, como quando na floresta eles encontram um cervo que logo depois é morto por caçadores (uma alusão clara a Bambi da Disney), oque faz o Gigante pela primeira vez, ao ver as armas dos caçadores, manifestar sua programação primária de autodefesa.



E é numa destas cenas que para ilustrar para o robô como ele deveria agir, é que há uma das melhores citações já vistas tanto em animações como em qualquer outra mídia, pois Hogarth usa como exemplo de correto, a figura de ninguém menos que o Superman, através de uma revista em quadrinhos, afirmando ao seu gigantesco amigo, que mesmo muito poderoso, o Superman sempre usava seu poder para fazer o bem, nunca o mal, relato este que cria um fascínio imediato na criatura, e que culmina na icônica frase: Você é aquilo que escolhe ser.

Hogarth mostra ao seu amigo a revista do Superman

Contudo, um segredo deste tamanho não é exatamente a coisa mais simples de se esconder, pois certamente não dava para colocar no armário, e Hogarth acaba mostrando o Gigante para Dean McCoppin - que teve a voz feita pelo ator e cantor Harry Conick Jr - um artista plástico que morava num ferro velho afastado de onde tirava a matéria-prima para suas esculturas.


Harry Conick Jr. - O ator/cantor deu voz ao artista plástico Dean McCoppin

O problema é que Kent Mansley um atrapalhado, mas também obstinado agente do FBI, que obcecado pela história que até então não sabia se era um OVNI ou arma soviética, aparece para infernizar a vida de Hogarth.

Kent Mansley e Hogarth - O agente federal não era páreo para a esperteza do garoto

Tudo extremamente semelhante ao clássico ET - O Extraterrestre de Steven Spielberg, e com um pequeno (talvez nem tão pequeno assim) referencial de Frankstein Jr., a clássica animação de Hanna-Barbera, mas que o roteiro, junto a habilidosa direção de Brad Bird, e uma equipe dedicada trataram de tornar algo singular.

Frankstein Jr. - Mais uma das influências da animação


Mas como assim singular?
Bem, é preciso antes de tudo contextualizar a premissa do roteiro, afinal estamos aqui falando de uma mãe solteira, que batalha para criar sozinha o filho, na conservadora década de 1950.



Fora isto é preciso ressaltar o quanto o personagem Hogarth não é retratado como um menino bobo e tristonho apesar de solitário. E que inclusive usa de sua inteligência para enganar o bisbilhoteiro agente Mansley.
E lógico, a excelente reconstituição de época, desde os interiores das casas; passando pelos programas de televisão (a grande novidade tecnológica da época); até o maquinário militar, indo dos caças F-86 Sabre até o submarino Nautillus, o primeiro movido a energia nuclear.

Os caças F86 Sabre - Reconstituição de época minuciosa e perfeita

Outro ponto que, aliás, ajuda a amalgamar a história, e é extremamente bem explorado, já que se vivia a época do auge da Guerra Fria, e a paranoia nuclear era uma constante, algo que vem a desembocar na dramática sequência final, quando o já citado Nautillus dispara um míssil nuclear (uma pequena liberdade do roteiro, já que o Nautillus não carregava este tipo de armamento). E que faz o Gigante de Ferro partir para interceptar o míssil numa espécie de sacrifício final enquanto é observado pela boquiaberta população e os militares que até pouco antes o caçavam, e ao encarar seu destino fecha os olhos, lembra-se do que Hogarth lhe falou e apenas diz... Superman!



Tendo em seus últimos minutos, uma carga de drama na medida mais que certa, que jamais descamba para a pieguice, mas que faz muito marmanjo ficar com os olhos marejados, e que de uma forma que, lógico, não posso aqui provar, se assemelha incrivelmente ao que o diretor Christopher Nolan fez anos depois no final de Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Os dois improváveis e inseparáveis amigos.

Aí seria lógico de se pensar que tal obra, feita com tanto carinho e com tamanha carga de excelentes referências fosse se tornar um imenso sucesso comercial, não é?
Mas seja lá por qual motivo tenha sido, se por incompetência dos executivos da Warner que restringiram seu lançamento a um numero minúsculo de salas de exibição na época, ou pelo próprio público estadunidense que parece não ter (mais uma vez) assimilado as particularidades da obra, o Gigante de Ferro acabou relegado ao submundo da cultura pop. Mas nós sabemos o quanto este mesmo submundo gosta de criar lendas, e com o passar dos anos e o “boca a boca” a popularidade do filme crescia de forma exponencial.

A capa da edição em bluray lançada em 2015.

Tanto que em 2015 foi lançada uma versão de luxo em bluray, e agora em 2018, no momento em termino de escrever estas últimas linhas, o mundo aguarda pelo lançamento mundial de “Jogador Número 1” o mais novo filme de Steven Spielberg, que terá justamente como um dos principais elementos de sua estória o Gigante de Ferro. Aquele mesmo Spielberg no qual Brad Bird se inspirou e que agora vai homenageá-lo.

Cena do trailer de "Jogador Número 1" - Homenageado, Steven Spielberg agora homenageia a obra de Bird.

E como em outros casos que já citei aqui, a obra de Brad Bird acabou se tornando uma lenda, um referencial, que como ensinou Hogarth Hughes, escolheu seu próprio caminho que foi entrar para a história.


Vozes brasileiras:
Andreas Avancini como Hogarth Hughes
Mabel Cezar como Annie Hughes
Marco Antônio Costa como Dean McCoppin
Vin Diesel como O Gigante de Ferro (mantido do original na maior parte da animação)
Guilherme Briggs como Kent Mansley
José Santa Cruz como General Rogard





























                                                  

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

10 Músicas Que Homenageiam Personagens e Obras de Ficção




Esta lista foi pensada para mostrar que as vezes ser fã não é o bastante, é preciso homenagear aquela obra ou personagem que você gosta.

10 – Wolverine ganhou uma homenagem da banda de death metal Entombed.


  



09 – A saga Guerra nas Estrelas foi homenageada pelos brasileiros do Dr.Sin.




08 – E por falar em Brasil, o NOW, projeto de AOR, capitaneado pelo brasileiro Alec Mendonça fez uma homenagem ao filme O Profissional de Luc Besson. Estreia de Natalie Portman no cinema.
                                                 




07 – Joel Schumacher apesar de ter feito oque fez com Batman, pode se orgulhar de ter no currículo Um Dia de Fúria, e que o filme tenha sido homenageado por ninguém menos que os decanos do heavy metal do Iron Maiden.





06 – Renegado, o seriado protagonizado pelo astro dos filmes B de ação Lorenzo Lamas, ganhou uma homenagem dos suecos do Hammerfall






05 – E falando em seriados dos anos 90, a Princesa Guerreira, Xena foi homenageda pela banda finlandesa (mas multinacional na formação) Sinergy.





04 – Alien O Oitavo Passageiro, e sua protagonista a tenente Ripley (citada na letra), foi homenageado pela banda sueca Tad Morose.





03 – Perry Mason, o advogado (meio detetive) nascido na literatura pulp, e que depois ganhou seriado foi homenageado por Ozzy Osbourne.





02 – E mais uma vez temos o Iron Maiden na lista, desta vez numa homenagem ao livro (e filme) Duna.





01 – Talvez a mais icônica de todas as homenagens do gênero. Godzilla, a “célula mater” de todo um conceito de filmes, ganhou sua homenagem através dos estadunidenses do Blue Oyster Cult.




















                                             
                                                                       
                                                                               
                                                                     
                                     
                            
                                                               



                                                 


Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...