quarta-feira, 2 de março de 2022

A Marca do Zorro - 1974 - Nunca a espada dos De La Vega conheceu tamanha distinção!

 

Desde que surgiu em 1919 no romance pulp “A Maldição do Capistrano”, a lenda de Don Diego de La Vega, um jovem de uma família abastada da Califórnia espanhola, que a noite se torna um justiceiro mascarado vestido de preto, se tornou uma das maiores referencias para criação de outros personagens, em especial um certo “morcego”.

Assim como ganhou uma infinidade de versões em outras mídias, e em especial as cinematográficas. Algumas clássicas como a protagonizada por Tyorne Power na assim chamada era de ouro do cinema, e outras nem tanto como várias versões italianas B, C, D...

Sem falar na icônica série produzida pela Disney, protagonizada por Guy Williams, que com certeza é a versão mais festejada e lembrada até hoje.

Mas em 1974, um telefilme resolveu contar mais uma vez a lenda da “raposa”, e o resultado foi algo até então nunca feito e jamais repetido.

O filme abre com nosso querido Don Diego De La Vega (Frank Langella, simplesmente sensacional) ainda na escola militar na Espanha se despedindo dos amigos. E nas duas rápidas cenas que abrem a película duas coisas chamam a atenção.

Don Diego ainda na Espanha

A primeira era que o Zorro já havia atuado lá em terras europeias num passado bem recente. Algo que até então só havia sido usado anteriormente na produção italiana “Zorro e os Três Mosqueteiros” nove anos antes. E junto a esta constatação, já fica nítido que Don Diego era bem avesso a injustiças.

Chegando então de volta a Califórnia, Diego logo se dá conta de que as coisas estavam bem piores do que as cartas de sua família diziam, ao ter contato com ao menos dois camponeses, um deles que teve a língua cortada por ordem do alcaide, cargo que até aquele momento Diego achava ser de seu pai, Don Alejandro (Gilbert Holand).

Capitão Esteban e Don Diego - Contato Imediato do Pior Grau

Então descobre que seu pai tinha sido destituído do cargo, que agora era ocupado pelo nefasto Don Luis Quintero (Robert Midleton) com a ajuda de seu “braço-armado”, o capitão Esteban Montenegro (Ricardo Montalban).

Mas afinal, o que esta versão do Zorro possui de tão especial?

Se formos levar em consideração seu mero título, A Marca do Zorro, não há nada de mais, pois o bojo da estória é exatamente aquele que todos nós conhecemos. Mas numa olhada mais detalhada é possível ver o quanto este filme é diferente.

Para começar é impossível não citar a forma como Frank Langella constrói seu Don Diego. Pois para fazer com que ninguém desconfiasse de que ele era o Zorro, Langella vai além do estereótipo de um “garoto mimado”, pouco preocupado com responsabilidades, incorporando trejeitos extremamente mais delicados, digamos assim, ao personagem, logo que é confrontado num “teste” pelo capitão Esteban.

Aliás, uma brincadeira com bases históricas, já que isto era algo que muito se falava dos filhos de famílias ricas que iam estudar na Europa naquela época, e voltavam com hábitos refinados demais, que suscitavam muitas fofocas.

Outra coisa que chama a atenção, é que este é até hoje o único filme do Zorro no qual podemos de fato sentir o peso do preconceito arraigado na sociedade nas reações dos camponeses que eram humilhados sem nada poder fazer.

Nesta versão de Zorro, nem o padre escapa da opressão.

     E isto fica bem claro na cena em que a esposa do prefeito (Louise Sorel) conversa com Teresa (Anne Archer), sobrinha de Quintero e que se torna de imediato o interesse amoroso de Diego.

Num diálogo absolutamente solto na trama, onde ambas travam um embate de palavras, tendo como estopim o tema casamento, diante de uma frase da esposa do alcaide sobre as diferenças entre Teresa, que tinha em suas veias sangue de fidalgos, e outra moça que era descendente de camponeses, é nítida a sensação de desconforto e humilhação pela qual passa Maria (Inez Perez, espetacular nesta cena), a criada pessoal de Teresa.

Depois é preciso se atentar que a despeito do título, este A Marca do Zorro, ao contrário de seus coirmãos, parece girar sobretudo em torno do próprio Don Diego, e não do personagem título.

 “Adorei fazer isso. Aqui estava uma chance de jogar em três níveis: o jovem cadete na Espanha, o almofadinha Don Diego - e, em sua máscara, Zorro. Eu estava me revivendo como um garotinho sentado no teatro escuro emocionado com Tyrone Power cavalgando pela noite como Zorro” – Frank Langella

Bem, aqui acho que preciso abrir um bom parêntese neste artigo.

Pois como nós sabemos, o Zorro foi com certeza a maior inspiração para a criação do Batman. Só que aqui, nesta produção de 1974, parece que a coisa foi seguida mais à risca do se pode imaginar.

Quando me propus a escrever este artigo, era certo que alguma citação ao “Morcego de Gotham” iria acontecer. Só que ao assistir ao filme após anos, não apenas para refrescar minha memória, como fazer uma resenha o mais isenta possível, acabei me deparando com determinadas situações que fizeram minha mente explodir, e que promovem ligações diretas com a trilogia cinematográfica de Christopher Nolan.

Primeiro, este conceito descrito por Langella, de se “jogar em três níveis diferentes”, o que foi algo que a interpretação de Christian Bale fez a perfeição, melhor que qualquer interprete de Bruce Wayne/Batman.

Mas isto é uma questão semântica a respeito do personagem que não prova nada.... Talvez seja oque que que está lendo possa estar pensando, certo?

Até poderia ser, se não me deparasse com duas pequenas cenas que Nolan praticamente replicou ipsis literis em seus filmes.

A primeira num jantar, no qual obviamente o assunto era o Zorro, e no qual todos à mesa davam suas opiniões sobre o mascarado, tendo na interpretação de Frank Langella, o mesmo tom de deboche e tédio ao falar do Zorro, como Christian Bale fez ao se referir ao Batman em Cavaleiro das Trevas.

Garotos fazem a marca do Zorro numa parede...

E a outra é quando dois garotos, com o que aparenta ser carvão, fazem a marca do Zorro numa parede e fogem ao ser surpreendidos pelo alcaide, numa cena extremamente semelhante a que ocorre em Cavaleiro das Trevas Ressurge.

...assim como a marca do Batman no filme de Nolan

Não estou aqui afirmando taxativamente que Nolan tenha assistido a este filme, mas as semelhanças são demasiadas gritantes para passarem despercebidas de um olhar mais cuidadoso.

Cuidado, entretanto, é algo que parece passar um pouco longe de alguns aspectos técnicos do filme, configurando os poucos pontos negativos seus. Dentre estes, o mais perceptível é a péssima montagem sua em alguns trechos, deixando-o meio que picotado demais, nos fazendo ter a nítida sensação que muito do que poderíamos ver em tela foi cortado para fazer a película caber “na grade de programação”. Não vamos nos esquecer que aqui falamos de uma produção feita para tevê.

O que poderia ter levado a uma certa inconsistência em alguns diálogos.

Não que o próprio criador de Zorro, Johnston MuCulley tenha sido o escritor mais consistente de sua época. Mas ao menos em duas ocasiões, em que o pivô do diálogo era a mãe (Yvone de Carlo) de Don Diego, se percebe uma pequena falta de nexo.

O primeiro momento é quando Diego ao discutir com o pai sobre seu futuro casamento diz que não havia se metido no casamento de Don Alejandro. Lembrando que originalmente nos pulps de MuCulley, Don Alejandro sempre foi retratado como viúvo. Uma fala então que viria de encontro aos textos originais, deixando claro que o patriarca do De La Vega havia se casado de novo.

Mas em outra situação, Don Alejandro reclama com a esposa sobre o filho, soltando a frase: Este foi o filho que me deu!

Isto como se a esposa fosse a progenitora de Diego.

Haveria então mais cenas que explicassem melhor isto?

Tudo bem, eu sei que este pode até ser um detalhe tolo, mas não paro de pensar que tais situações possam ter contribuído para algumas críticas desfavoráveis que a produção recebeu na época de seu lançamento.

Contudo, com muito mais qualidades (algumas até hoje não replicadas), que defeitos, a Marca de Zorro de 1974, é diversão garantida, e sem excessos de “alegorias”, configurando até hoje, na modesta opinião deste escriba, a melhor representação de Zorro.

E faço minhas as palavras de Don Alejandro:

Nunca a espada dos De La Vega conheceu tamanha distinção!



 

 

 

 

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Pacificador - O Absurdo Teatro Rock n' Roll de James Gunn

 

Se tem uma coisa que desde seu começo, pelas mais diversas razões nunca chegou a se concretizar foi o assim chamado “Universo Estendido” da DC nos cinemas.

Que com as honrosas exceções do primeiro filme da Mulher Maravilha e do filme do Aquaman, nunca de fato se formatou nos moldes supostamente esperados.

Num festival de momentos que sempre oscilaram entre o absurdo e o vexatório, nos quais por mais de uma vez Lois Lane chama o Superman de Clark na frente de estranhos, ou o próprio Bruce Wayne que nem se importa com o monte de gente a sua volta na vila em que encontra o Aquaman. Ou seja, identidade secreta, segredo, preocupação com a segurança de terceiros virou uma lembrança distante.

Sem falar na morte de Clark Kent, e seu velório de caixão aberto e presença até de Perry White, mas que após da ressureição de Clark, nem é mencionado, como se nada houvesse acontecido.

E nem vou mencionar algumas das mais medíocres versões que alguns dos mais icônicos vilões da história acabaram tendo, senão nem entro no assunto principal deste artigo.

Resumindo, um completo cenário de caos, no qual a dupla Warner e DC começou a atirar para todos os lados, como que admitindo a “festa da goiaba” que este suposto universo se tornou.

Mas eis que em meio a este festival de pirotecnia sem conteúdo, meio mundo se surpreendeu quando foi anunciado que James Gunn, famoso pelos filmes dos “Guardiões da Galáxia” na Marvel Studios, ia vestir a camisa da concorrência para fazer um filme do “Esquadrão Suicida”.

Um filme que ninguém. Mas ninguém mesmo! Sabia se classificava como remake, sequência, ou seja lá o que for, do famigerado filme dirigido por David Ayer em 2016.

Aqui eu preciso abrir um parêntese nesta narrativa para deixar bem claro, límpido e cristalino, que nunca fui admirador do trabalho de James Gunn. E isto não é de hoje. Pois desde seu bizarro (para não dizer horroroso) roteiro para o filme do Scooby Doo, e seu final no mínimo ridículo (para ser minimamente educado) o estilo de Gunn sempre esteve anos luz de qualquer coisa que possa, ao menos na opinião deste escriba ser considerado um lampejo de talento, mas que logicamente sempre encontrou seguidores nestes tempos de “tenho pressa, tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim”.

Só que aí de sua forma peculiar pensar, Gunn parece ter visto o cenário a sua frente, e recebendo carta-branca, brindou o mundo com um filme absolutamente tresloucado, cheio de violência gráfica exagerada, que em nenhum momento parece de fato se levar plenamente a sério.

Bastidores de "O Esquadrão Suicida"

Porque a impressão nítida que se tem, é de que James Gunn viu aquele amontoado de erros feitos nos filmes anteriores, e decidiu mergulhar de cabeça na bagunça, assumindo-a, e transformando-a num teatro do absurdo, sabiamente usando para isto personagens de terceiro, quarto ou até quinto escalão da DC Comics, enquanto brinca com o exagero e o visual caricato dos personagens.

E bingo! Funcionou!

E se a coisa funcionou, por que não expandir?

Chegamos então aqui a razão deste texto para o qual precisei tecer todas estas considerações acima. A série do Pacificador!

Lógico que a ideia do seriado já estava na mente de James Gunn bem antes de sua versão de Esquadrão Suicida ganhar a luz do dia, mas é obvio que era preciso esperar a recepção ao longa para que a Warner liberasse a realização do projeto.

Mas como nunca fui admirador do trabalho de Gunn, pouco ou nada me empolguei com ideia. Até que a série estreou e fui nocauteado por uma das aberturas mais desconcertantes e geniais de todos os tempos!

Primeiro pela ideia de colocar todos os personagens da série surgindo fazendo dancinhas ridículas enquanto mantinham expressões de seriedade absoluta. Mas principalmente porque uma das melhores bandas de hard rock surgidas nos anos 2000 estava ali tocando!!!

Não conseguia acreditar que “Do You Wanna Tasted It” do Wig Wam, do álbum “Non Stop Rock n Roll” (2010) tinha sido escolhida para a abertura da série, ao mesmo tempo que ria dos comentários de redes sociais que não faziam ideia que música seria aquela e muito menos quem a tocava.

Mas isto era apenas a ponta de um imenso iceberg. Um bombardeio insano de hard rock, para desespero dos teóricos sabichões da música, no qual Gunn (acho que este sobrenome enfim fez sentido), dispara uma mistura de temas antigos com mais recentes, com nomes como The Poodles, Faster Pussycat, Reckless Love, Firehouse, Hanoi Rocks, a rainha do hard Lita Ford e até Dynazty.

A trilha sonora perfeita para embarcarmos numa verdadeira montanha russa de momentos engraçados, as vezes chocantes e muitas vezes debochados, e até mesmo emotivos, nos quais Gunn - que é o autor da estória e diretor de cinco dos oito episódios - apenas aparenta estar digamos, “sem freio”.

Muitos podem até achar que “Pacificador” seja James Gunn no seu modo mais louco desvairado, fazendo tudo aquilo que sempre quis. E até certo ponto, não estão errados. Só que numa olhada mais cuidadosa, vemos que a coisa toda passa muito longe disto.

Lógico que a premissa básica desta primeira temporada, é uma versão de Gunn para o clássico “Invasores de Corpos”. Qualquer dúvida é só comparar os sons que os “assimilados” de ambas as obras soltam.

James Gunn com seu elenco - Excelente sintonia

Fora uma sequência no primeiro episódio, na qual após ter relações, que de íntimas não tinham nada, já que tanto o Pacificador quanto sua parceira, devem ter sido escutados até em Gotham, se inicia uma contenda entre eles, que remete de imediato a uma sequência do clássico anime “Wicked City” que já foi resenhado aqui.

E isto não é nenhum demérito, muito pelo contrário, pois para cair no atoleiro do “mais do mesmo” seria muito fácil assim. O que para nossa felicidade passa longe!

Mas o que de fato chama a atenção é a forma como o roteiro que muitas vezes parece uma mera sitcon com suas gags, e seu alto e proposital grau de caricatura, consegue costurar as diversas estórias de seus personagens, e não apenas de seu protagonista título, mesmo que sem a necessidade de aprofundamentos que certamente causariam “barrigas” na narrativa. Há até uma escorregada feia numa única cena, onde a mão de Gunn pesou num gore absolutamente desnecessário, e que até o roteiro tenta amenizar depois, mas aí já era. Mas de resto, tudo está incrivelmente bem dosado.

Entendendo-se lógico qual a proposta geral da série e a cabeça de quem a criou.

E isto para um cara, que começou a carreira fazendo vergonha num filme do Scooby Doo e que nunca antes tinha demonstrado maiores talentos além de causar hype tolo, seja em cenas supostamente engraçadinhas, ou gore, para o qual momentos emotivos pareciam mais fakes que o CGI das cenas dos sonhos de “Pantera Negra”, é uma evolução gigantesca!

Fazendo nos importar com personagens que em outras obras não passariam de meras alegorias. Veículos para o ego de diretores que se consideram os reinventores da roda.

Fora referências a outras obras e nomes da cultura pop. A editora original do Pacificador, a Charlton, nos carros de polícia. E até uma rápida homenagem a Richard Donner numa cena que Murn (Chukwudi Iwuji) está assistindo televisão e se vê uma cena de Máquina Mortífera 4.

E não posso de forma alguma deixar de mencionar como John Cena vem surpreendendo, nem tanto como o personagem-título, mas sim como seu alter-ego, Christopher Smith. Não que Cena tenha se tornado da noite para o dia um ator de grande calibre, mas fica nítido um daqueles casos em que ator encontra personagem, numa daquelas conjunções que só ocorrem muito raramente. Mostrando talentos até então impensados, como quando numa cena ele mesmo toca num piano, o clássico “Home Sweet Home” do Motley Crüe.

Ahhh sim! E não poderia de forma alguma não citar Eagly, a águia de estimação do Pacificador, toda feita em CGI, ainda que a ideia original fosse usar uma águia de verdade. Que quando surge, rouba tanto a atenção, que se tivesse mais tempo de tela, talvez pudesse até se pensar numa série só dela. Aliás, uma ideia deveras interessante, para talvez ser desenvolvida no campo da animação.

E agora, ao redigir estas últimas linhas, sem ainda saber o desfecho da “Saga das Borboletas”, só peço que James Gunn, depois de costurar todas esta trama incrível, não nos brinde com mais um final estilo “Scooby Loo era o vilão”, já que possui esta mania estranha de finais ruins, como se estes fossem um deboche final em cima do público.

Pois a maior lição que a série do Pacificador já passou, é a forma como seu realizador ao receber um imenso saco de limões, resolveu fazer caipirinha, e dividi-la com todos nós.



 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Os 10 Bichos de Estimação Mais Icônicos da Ficção

 

Companheiros, amigos, as vezes tratados como verdadeiros filhos.

Os animais de estimação, ou pets como virou moda falar de uns anos para cá, tem estado ao lado dos homens ao longo dos últimos milênios.

E na cultura pop desde suas origens tal parceria sempre se fez presente também.

Mas antes de começarmos mais esta “contagem regressiva” quero deixar claro que estipulei três regras para esta lista:

1 – Animais que originalmente façam parte de corporações, entidades ou coisas do gênero não entram na lista, ou seja, nada de RinTintin e congêneres.

2 – Animais falantes também não entram, pois estes, ainda que sejam capazes as vezes de feitos pouco (ou nada) comuns tem de permanecer como são em sua essência digamos “real”. Então, nada de Scooby Doo aqui.

3 – Apenas animais que existam. Ou seja, nada de Dino dos Flintstones.

Regras definidas, então vamos lá...Os 10 Bichinhos de Estimação Mais Icônicos da Ficção!

10 – Screw (Gavião - Animação/Filmation):

Até poderia colocar aqui o Vingador do Homem-Pássaro. Ou até Liberdade, a águia o índio Spirit dos GI Joes. Mas, Screw chegou primeiro! O fiel escudeiro e amigo de Carter Hall nas animações da Filmation. Uma ideia que infelizmente não reverberou nas HQs.



09 – Jonesy (Alien O 8º Passageiro):

 Jonesy, que aqui em Terra Brasilis é conhecido como Jones, além da tenente Ripley, foi o único sobrevivente, do desastroso “contato do pior grau” da tripulação da nave Nostromo com a entidade alienígena xenomorfa. E sua notoriedade com o passar dos anos se tornou tamanha que ganhou até um livro, feito em tom nem um pouco assustador, que conta sua visão de todo incidente.


08 – Silver (Lone Ranger):

 O vistoso e imponente cavalo branco do “Cavaleiro Solitário”, teve sua estreia ainda nos antigos programas de rádio no comecinho da década de 1930. E tamanho foi o interesse que despertou já na época, que ainda radio-seriado ganhou um episódio apenas para contar sua origem. Depois ganhou as telas nas matinês dos cimenas e o resto nós sabemos.



07 – Cheetah (Tarzan):

 Cheetah, que originalmente se chamava Jiggs, e que durante décadas foi considerado pelo público como uma fêmea por causa da grafia do nome, participou de mais de dez filmes de Tarzan, ainda que originalmente o personagem nunca tenha aparecido nos originais do escritor Edgar Rice Burroughs. E até hoje Cheetah detém o recorde de chimpanzé mais longevo, tendo vivido até os 81 anos.



06 – Capeto (Fantasma):

 Na sua versão e mídia originais, ele é um lobo, mas em outras mídias já chegou a ser retratado como um “cão comum”. Seja como for, é sempre o fiel escudeiro do “Espirito que Anda”.



05 – Ace, o Batcão (Batman do Futuro):

 Ao contrário do que muitos imaginam a figura do Batcão (Bathound no original), faz parte da mitologia do Morcego de Gotham desde 1938, com algumas pontuais aparições aqui e ali de formas distintas. Mas não há como negar que sua popularização se deu de fato em sua versão mais recente na animação de "Batman do Futuro".


04 – Mimi / Mi-kun (Patrulha Estelar):

 Aqui nós temos um caso a parte de todos os demais desta lista. Pois caso você que está lendo, não saiba (apesar que acho bem difícil, se você acompanha o blog). O escritor e desenhista Leiji Matsumoto, co-criador de Patrulha Estelar (Uchuu Senkan Yamato), além de ser apaixonado por gatos, tem ao longo de sua vida sido o orgulhoso “papai” de uma dinastia de gatinhas que sempre recebem o mesmo nome, Mi-Kun. E este sempre coloca a gatinha em suas obras, ainda que com nomes diferentes. Porém, a Mi-kun original da ficção é a nossa conhecida Mimi de Patrulha Estelar, o único felídeo cachaceiro da ficção (risos).


03 – Krypto, o Supercão (Superman):

 A despeito de em geral o amigo de Clark Kent ser usado em produções mais leves, até infantis. Sua origem é uma das mais cruéis dos quadrinhos. Em sua primeira origem, o “totó” serve de “bucha” para que Jor-El pudesse testar a nave que levaria seu filho para Terra. E na segunda origem a coisa é pior ainda, pois Krypto seria um animal de testes no laboratório de Jor-El que foge e acaba caindo nas graças do filho do cientista.



02 – Bandit (Jonny Quest):

 Bem mais que um alívio cômico, o simpático Buldogue, se tornou talvez o maior cartão de visitas da icônica animação dos estúdios Hanna-Barbera.



01 – Lassie (idem):

 A estreia nos cinemas da pastor de shetland (não Collie, como muitos dizem) se deu no hoje distante ano de 1943 ao lado de dos jovens Elizabeth Taylor e Roddy McDowall. A partir de então em várias versões ao longo das décadas, ganhou tanto as telas de cinemas, como das tevês, tanto em versões live action, como até em animação.



 

Esta publicação é dedicada à Chicão. Gato grandão que adorava assistir televisão.






 

 

Patrulha Estelar e suas vozes inesquecíveis!

  Fazendo uma rápida pesquisa na web, não é assim tão difícil encontrar alguns artigos que citam os dubladores que nos anos 1980 na extinta ...